Em Colón, no Rio Uruguay, o Victor tira a bermuda e entra com a famosa sunguinha brasileira. Umas senhoras olham de um jeito esquisito, diria eu que quase tapando os olhos com as mãos.
O Victor depois de um tempo, dentro do rio chega para mim e comenta: "Luísa, tô me sentindo meio esquisito...é impressão minha ou todos os homens aqui estão de bermuda?" Na hora eu caí em uma gargalhada sem fim. Nem sei se fazia sentido, até achava que não tinha nada a ver, que até poderia ter alguns argentinos de sunga, mas a idéia de que se só o Victor estivesse de sunga já me fez rir. Rir muito. Daí ele começou a contar: um, dois, três...sim. Todos, só usavam bermudas! Criança, idoso, jovem, adulto...
kkkkkkkkkkkkkkk! E eu não parava de rir. O Victor, para ter certeza de que aquilo não podia estar acontecendo, chega para o Pablo e repete a mesma pergunta, ao que recebe a seguinte resposta:
"No, no... é que los argentino son más tímidos!"
Essa com certeza é motivo para zoação.
Prontofalei. =X
Nós dois e bons ares...
Dividir um pouco de si. Compartilhar. Expressar-se. Trazer para perto de si aquele que está longe. Talvez sejam esses os objetivos desse espaço, que procura relatar a vivência de 15 dias e noites fora do Brasil. Não espere grandes dicas, onde andar, o que fazer, quanto gastar nos locais em que irei passar... No entanto, quando se trata de experiências pessoais, de subjetividade...tudo isso aparece aqui e agora. Preparados para colocarem "os óculos" da Luísa?! Então vamos lá! Boa leitura!
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
Adeus Buenos Aires! Amo meu Brasil! E mensagem aos leitores
Tcham tcham tcham! Hoje era o dia de regresso a nossa terra brasileira, por nós agora mais admirada e querida. Como a música brasileira é boa, como a comida arroz com feijão é ótima, como as praias são perfeitas!
Acordamos sete horas da manhã, e fomos correndo para a Av. Avellaneda novamente, tentar comprar as roupas das lojas que ontem havia fechado. As roupas realmente eram baratas, mas a qualidade não era tão boa assim, mesmo assim valia a pena. Ainda mais eu, que não preciso do bom e do melhor para viver, para me vestir, para me calçar. E mesmo assim, consigo até me vestir bem benhê! (risos)
O Victor aproveitou para repor o estoque das camisetas que sempre esteve em falta e eu comprei uns cinco vestidos lindinhos para mim! Pegamos um táxi de volta para a casa da Nathy e torramos nossos últimos 18 pesos que restavam. Ficou faltando ainda seis pesos para o taxista, porque ele não sabia o caminho e deu umas voltas a mais, mas não pagamos porque não tinhamos mais! (risos)
Fomos para o aeroporto, e pronto, iria andar de avião pela terceira vez e quarta vez. Na ida o sentimento era só de expectativa e curiosidade, e como já tinha andado, confesso que na volta o sentimento foi um pouco de medo e muita ansiedade. Vai me entender...
Chegamos no aeroporto 10:45, e o vôo tava marcado para 11:50. Quando chegamos lá, a mulher pediu para apressarmos um pouco porque o encerramento do check in era exatamente aquela hora, 10:55. Não entendi nada! Será que o horário de 11:50 era de Brasília, por isso na verdade estávamos super atrasados? Até hoje não sei informar, porque a gente não precisou correr e entramos junto com todo mundo, até uns dos primeiros, e ficamos uns 35 minutos sentados no avião esperando para decolar...
Despedidas são tão tristes né? Acho que ainda não sei lidar muito bem com isso, considerando que não falei muito com a Nathy e o Pablo quando estávamos entrando e praticamente fugi logo dali, daquela situação...(risos). Queria inclusive pedir desculpas a eles por aqui também, porque não fui tão amigável na despedida...Acho que é assim que eu lido quando não sei lidar com alguma situação! (risos)
No avião foi um clima ótimo, de expectativa para a volta. Acho que o bom de viajar é isso, poder voltar. E voltar com um novo olhar, com uma nova experiência adquirida. O texto de Amyr Klink acho que retrata bem isso, e é assim que eu queria encerrar esse blog. Peço desculpas pelos milhares erros de português, por demorar tanto para postar, mas realmente foi tudo muito corrido, peço desculpas se alguém se sentiu ofendido em qualquer uma de minhas palavras, mas não foi minha intenção. Desculpa por escrever tanto e tanto, não ser muito objetiva é um dos meus defeitos.
Queria fazer uma reflexão, e é uma resposta que dou para todos que me perguntam: Como foi a viagem? Olha, eu fiz um monte de expectativas! Idealizei demais, sonhei do meu jeito uma Buenos Aires minha! Na minha imaginação, seria uma cidadezinha toda aconchegante, pequena, com um monte de lugarzinhos confortáveis para se curtir, sem estresse! E não! Era uma cidade grande, muito grande, com muitas pessoas, meios de transporte para tudo quanto é lado... E acho que além disso, teve o meu eu interior, que estava bem agitado! E com certeza isso contou mais que a própria cidade em si! Por isso a reflexão é: Não façamos expectativas! Deixe simplesmente acontecer, vamos "ser alunos e simplesmente ir ver...". Porque nada nunca é do jeito exato como imaginamos. Ainda bem! Pode ser melhor, muito melhor se não fosse as nossas expectativas e idealizações das coisas.
E por fim, acredite nos seus sonhos, naquilo que você almeja. Mas faça mais que isso: busque meios, planeje, tenha disciplina e por fim, concretize-os. Estarei torcendo por você, seja você quem for.
“Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar o calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser. Que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver.”
Amyr Klink
Acordamos sete horas da manhã, e fomos correndo para a Av. Avellaneda novamente, tentar comprar as roupas das lojas que ontem havia fechado. As roupas realmente eram baratas, mas a qualidade não era tão boa assim, mesmo assim valia a pena. Ainda mais eu, que não preciso do bom e do melhor para viver, para me vestir, para me calçar. E mesmo assim, consigo até me vestir bem benhê! (risos)
O Victor aproveitou para repor o estoque das camisetas que sempre esteve em falta e eu comprei uns cinco vestidos lindinhos para mim! Pegamos um táxi de volta para a casa da Nathy e torramos nossos últimos 18 pesos que restavam. Ficou faltando ainda seis pesos para o taxista, porque ele não sabia o caminho e deu umas voltas a mais, mas não pagamos porque não tinhamos mais! (risos)
Fomos para o aeroporto, e pronto, iria andar de avião pela terceira vez e quarta vez. Na ida o sentimento era só de expectativa e curiosidade, e como já tinha andado, confesso que na volta o sentimento foi um pouco de medo e muita ansiedade. Vai me entender...
Chegamos no aeroporto 10:45, e o vôo tava marcado para 11:50. Quando chegamos lá, a mulher pediu para apressarmos um pouco porque o encerramento do check in era exatamente aquela hora, 10:55. Não entendi nada! Será que o horário de 11:50 era de Brasília, por isso na verdade estávamos super atrasados? Até hoje não sei informar, porque a gente não precisou correr e entramos junto com todo mundo, até uns dos primeiros, e ficamos uns 35 minutos sentados no avião esperando para decolar...
Despedidas são tão tristes né? Acho que ainda não sei lidar muito bem com isso, considerando que não falei muito com a Nathy e o Pablo quando estávamos entrando e praticamente fugi logo dali, daquela situação...(risos). Queria inclusive pedir desculpas a eles por aqui também, porque não fui tão amigável na despedida...Acho que é assim que eu lido quando não sei lidar com alguma situação! (risos)
No avião foi um clima ótimo, de expectativa para a volta. Acho que o bom de viajar é isso, poder voltar. E voltar com um novo olhar, com uma nova experiência adquirida. O texto de Amyr Klink acho que retrata bem isso, e é assim que eu queria encerrar esse blog. Peço desculpas pelos milhares erros de português, por demorar tanto para postar, mas realmente foi tudo muito corrido, peço desculpas se alguém se sentiu ofendido em qualquer uma de minhas palavras, mas não foi minha intenção. Desculpa por escrever tanto e tanto, não ser muito objetiva é um dos meus defeitos.
Queria fazer uma reflexão, e é uma resposta que dou para todos que me perguntam: Como foi a viagem? Olha, eu fiz um monte de expectativas! Idealizei demais, sonhei do meu jeito uma Buenos Aires minha! Na minha imaginação, seria uma cidadezinha toda aconchegante, pequena, com um monte de lugarzinhos confortáveis para se curtir, sem estresse! E não! Era uma cidade grande, muito grande, com muitas pessoas, meios de transporte para tudo quanto é lado... E acho que além disso, teve o meu eu interior, que estava bem agitado! E com certeza isso contou mais que a própria cidade em si! Por isso a reflexão é: Não façamos expectativas! Deixe simplesmente acontecer, vamos "ser alunos e simplesmente ir ver...". Porque nada nunca é do jeito exato como imaginamos. Ainda bem! Pode ser melhor, muito melhor se não fosse as nossas expectativas e idealizações das coisas.
E por fim, acredite nos seus sonhos, naquilo que você almeja. Mas faça mais que isso: busque meios, planeje, tenha disciplina e por fim, concretize-os. Estarei torcendo por você, seja você quem for.
“Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar o calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser. Que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver.”
Amyr Klink
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
Centro, compras no Caminito, olhada breve na Av. Avellaneda e Abasto Shopping...
Penúltimo dia. Sinto que estamos prontos para voltarmos, que fizemos tudo o que podia ser feito. É ótima essa sensação!
De manhã a Nathy foi com a gente até a Av. Avellaneda e nos mostrou o ponto das roupas baratas. Leia-se baratíssimas! O esquema era inclusive no atacado, você tinha que levar no mínimo três para pagar o valor menor. A manhã foi usada para olhar, já que não tinhamos muito tempo devido o horário da Nathy para entrar no trabalho e eu não queria comprar na correria.
Voltamos para casa da Nathy, e de lá fomos para o centro, na segunda tentativa de trocar a nota de cem pesos que havia sido pisoteada. No banco Central isso foi possível, e de lá fomos andando até Puerto Madero, para almoçar pela última vez em Buenos Aires. O ambiente estava ótimo (quente, mas ótimo) e a milanesa napolitana estava uma delícia. Uma das melhores comidas que comemos durante esses 14 dias!
Pegamos um ônibus para o Caminito, porque havia uma decoração de parede que eu e o Victor tinha nos comprometido a comprar para a nossa futura casa. O vacilo foi não ter trago nenhuma decoração do Uruguay já que fomos lá também...
Aliás, não trouxemos nada de lá, mas também, visitar três cidades em três dias só a gente mesmo né?. Compramos uma lembrança para a mãe do Victor colocar em casa, vimos novamente um tango na rua (lindo!), e o tempo correndo...
De lá tentamos voltar para a Av. Avellaneda, pegando um ônibus de lá para sei lá que avenida, andando e perguntando bastante, até subirmos em um ônibus que ia para lá. Ao chegarmos lá, conforme o motorista havia falado, já eram seis horas da tarde, e as lojas estavam fechando.
Depois de um estresse básico entre nós dois, corremos para comprar umas quatro blusas pro Victor. De lá voltamos para o Abasto Shopping porque o Victor estava de olho em algumas lembranças para os homens (que acabou nem comprando) e quase em tempo de fechar as lojas eu consegui comprar um relógio estilo de feira no Shopping. O que eu quero dizer é que não era um relógio de marca e daqueles que podem molhar e tals, mas fez totalmente o meu estilo! Ele tem cerca de 14 opções de cores e 5 opções de cores de pulseira. Eu, que sou neurótica em combinar o meu vestuário, foi a compra perfeita!
Voltamos para a casa da Nathy, jantamos ravioles deliciosos (a Nathy cozinha muitíssimo bem) e fomos dormir.
De manhã a Nathy foi com a gente até a Av. Avellaneda e nos mostrou o ponto das roupas baratas. Leia-se baratíssimas! O esquema era inclusive no atacado, você tinha que levar no mínimo três para pagar o valor menor. A manhã foi usada para olhar, já que não tinhamos muito tempo devido o horário da Nathy para entrar no trabalho e eu não queria comprar na correria.
Voltamos para casa da Nathy, e de lá fomos para o centro, na segunda tentativa de trocar a nota de cem pesos que havia sido pisoteada. No banco Central isso foi possível, e de lá fomos andando até Puerto Madero, para almoçar pela última vez em Buenos Aires. O ambiente estava ótimo (quente, mas ótimo) e a milanesa napolitana estava uma delícia. Uma das melhores comidas que comemos durante esses 14 dias!
Pegamos um ônibus para o Caminito, porque havia uma decoração de parede que eu e o Victor tinha nos comprometido a comprar para a nossa futura casa. O vacilo foi não ter trago nenhuma decoração do Uruguay já que fomos lá também...
Aliás, não trouxemos nada de lá, mas também, visitar três cidades em três dias só a gente mesmo né?. Compramos uma lembrança para a mãe do Victor colocar em casa, vimos novamente um tango na rua (lindo!), e o tempo correndo...
De lá tentamos voltar para a Av. Avellaneda, pegando um ônibus de lá para sei lá que avenida, andando e perguntando bastante, até subirmos em um ônibus que ia para lá. Ao chegarmos lá, conforme o motorista havia falado, já eram seis horas da tarde, e as lojas estavam fechando.
Depois de um estresse básico entre nós dois, corremos para comprar umas quatro blusas pro Victor. De lá voltamos para o Abasto Shopping porque o Victor estava de olho em algumas lembranças para os homens (que acabou nem comprando) e quase em tempo de fechar as lojas eu consegui comprar um relógio estilo de feira no Shopping. O que eu quero dizer é que não era um relógio de marca e daqueles que podem molhar e tals, mas fez totalmente o meu estilo! Ele tem cerca de 14 opções de cores e 5 opções de cores de pulseira. Eu, que sou neurótica em combinar o meu vestuário, foi a compra perfeita!
Voltamos para a casa da Nathy, jantamos ravioles deliciosos (a Nathy cozinha muitíssimo bem) e fomos dormir.
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
Avenida Corrientes e Abasto Shopping...
Faltando fora hoje, só mais um dia para a volta ao Brasil, fomos com a Nathy até a Plaza Itália (e de lá ela foi para o trabalho) e de lá fomos para o centro primeiro, para trocar a nossa nota de cem pesos que estava ultra rasgada.
Isso porque o modo que levamos todo o dinheiro para a Argentina foi bem jurássico, nada de sacar ou passar cartão. Foi escondido tudo de baixo da sola do tênis mesmo (risos). Também tinhamos que trocar 10 pesos por moedas para andar de "colectivo" (ônibus). Achávamos que as duas coisas se faziam no Banco de La Nacion, mas lá era só a troca por moedas, e por chegarmos dez para as três da tarde, não foi possível trocar (os bancos fecham as três horas) .
Passamos a tarde passeando e tirando as fotos na Casa Rosada, Obelisco...E hoje também foi o dia de compras. Aliás, comigo não é dia de compras, é dia de comparar os preços e produtos para depois fazer compras (risos). Andamos pela Av. Corrientes do centro até o Abasto Shopping, olhando os produtos. Malas, carteiras, roupas, sapatos era em geral o que se via. E é verdade que perto do Bairro Once as coisas são mais baratas, mas muito pouco comparando com a Calle Florida e com o interior do próprio Shopping e, tendo em conta que a qualidade é um pouco inferior, creio que não compensa tanto.
Durante o trajeto, o Victor matou a vontade no Havanna com o frappé de pêssego e maracujá (é tipo um suco com gelo picado, sei lá), mas eu não achei muita graça. Aproveitamos e compramos a caixa de alfajor com 24, custando 98 pesos. Ui que caro!
Por volta das sete horas da noite (mas ainda tava com sol conforme já expliquei), caiu uma chuva, forte mas rápida. Assim que a chuva parou, andamos mais um pouco e aí chegamos no Abasto Shooping. Lindo o shopping! A estrutura por fora é antiga, mas você entra por dentro é uma beleza só! Tem uma parte para crianças, com carrosel e outros brinquedos...
Quando estávamos passando pela Loja Isadora, comentei com o Victor que eu via direto mulheres entrando e saindo com um monte de sacolas, e pedi para entrar. M-a-r-a-v-i-l-h-o-s-a essa loja! Tudo de muuuito boa qualidade e com preços ótimos! Não preciso nem falar que fizemos a festa lá, para mim e para os familiares do Victor (as mulheres diga-se de passagem).
Sim, mais para os familiares dele porque ele simplesmente foi quem bancou a viagem inteira. Não levei um real, e sai do Brasil com 1,71 reais na conta corrente para não me deixarem mentir! Bom, agora a quantia na minha poupança é outra história...(risos).
Espero que aqui nesse momento você não esteja me julgando como uma mulher que é bancada pelos homens, se sim, nããããão faça isso, você pode estar completamente errado(a)! (risos)
Voltamos direto de lá para a casa da Nathy e chegamos umas onze e quinze da noite! Eu não me canso de repetir: Aqui, o tempo voa!
Isso porque o modo que levamos todo o dinheiro para a Argentina foi bem jurássico, nada de sacar ou passar cartão. Foi escondido tudo de baixo da sola do tênis mesmo (risos). Também tinhamos que trocar 10 pesos por moedas para andar de "colectivo" (ônibus). Achávamos que as duas coisas se faziam no Banco de La Nacion, mas lá era só a troca por moedas, e por chegarmos dez para as três da tarde, não foi possível trocar (os bancos fecham as três horas) .
Passamos a tarde passeando e tirando as fotos na Casa Rosada, Obelisco...E hoje também foi o dia de compras. Aliás, comigo não é dia de compras, é dia de comparar os preços e produtos para depois fazer compras (risos). Andamos pela Av. Corrientes do centro até o Abasto Shopping, olhando os produtos. Malas, carteiras, roupas, sapatos era em geral o que se via. E é verdade que perto do Bairro Once as coisas são mais baratas, mas muito pouco comparando com a Calle Florida e com o interior do próprio Shopping e, tendo em conta que a qualidade é um pouco inferior, creio que não compensa tanto.
Durante o trajeto, o Victor matou a vontade no Havanna com o frappé de pêssego e maracujá (é tipo um suco com gelo picado, sei lá), mas eu não achei muita graça. Aproveitamos e compramos a caixa de alfajor com 24, custando 98 pesos. Ui que caro!
Por volta das sete horas da noite (mas ainda tava com sol conforme já expliquei), caiu uma chuva, forte mas rápida. Assim que a chuva parou, andamos mais um pouco e aí chegamos no Abasto Shooping. Lindo o shopping! A estrutura por fora é antiga, mas você entra por dentro é uma beleza só! Tem uma parte para crianças, com carrosel e outros brinquedos...
Quando estávamos passando pela Loja Isadora, comentei com o Victor que eu via direto mulheres entrando e saindo com um monte de sacolas, e pedi para entrar. M-a-r-a-v-i-l-h-o-s-a essa loja! Tudo de muuuito boa qualidade e com preços ótimos! Não preciso nem falar que fizemos a festa lá, para mim e para os familiares do Victor (as mulheres diga-se de passagem).
Sim, mais para os familiares dele porque ele simplesmente foi quem bancou a viagem inteira. Não levei um real, e sai do Brasil com 1,71 reais na conta corrente para não me deixarem mentir! Bom, agora a quantia na minha poupança é outra história...(risos).
Espero que aqui nesse momento você não esteja me julgando como uma mulher que é bancada pelos homens, se sim, nããããão faça isso, você pode estar completamente errado(a)! (risos)
Voltamos direto de lá para a casa da Nathy e chegamos umas onze e quinze da noite! Eu não me canso de repetir: Aqui, o tempo voa!
O lindo bairro Recoleta...!
Dormimos de seis horas da manhã até umas dez, e nos levantamos na casa da Nathy. Almoçamos todos juntos um arroz com frango...huuum! Aí eu dei valor em um arroz menino! Fazia 12 dias que não comia arroz, só carne e massa, carne e massa...
Depois decidimos ir ao Bairro Recoleta visitar o tal cemitério, além dos outros pontos turísticos lá perto. Hoje foi um dia que deu para curtir a Buenos Aires tranquila, da forma que eu tanto ouvia falar de quem já foi, do que havia lido pela internet...
Fomos de ônibus da Av. Cabildo (perto do trabalho da Nathy) até a Recoleta, não sem antes perguntar o número do ônibus, qual parada...e para achar a tal parada foi uma boa andada! Uns 25 minutos dentro do ônibus e lá estávamos nós, descendo uma quadra rumo ao cemitério!
O muro que rodeia o cemitério é uma chiqueza só! Aí sim, posso dizer que se assemelha à Europa, aliás, posso dizer que o Bairro Recoleta é todo uma chiqueza só, bem estilo europeu mesmo! O verde, as arquiteturas, praças...Nunca fui na europa, mas pelas fotos e pelo que a gente idealiza, o Bairro Recoleta é o que mais se aproxima mesmo! (dentre o que puder visitar de Buenos, né?!)
O cemitério é muito interessante, é grande, mas não vi nenhum gato acreditam? Falaram que era lotado de gatos, mas não me deparei com nenhum! (gato o animal tá gente? risos). Visitamos o túmulo da Evita Perón que eu jurava (eu e minhas expectativas com frustrações de novo) que seria bem chique, grande, já que todos os tumulos eram assim, mas que nada, se duvidar era um dos mais simples!
Depois e logo em frente fomos tomar um sorvete Freddo, ah o Freddo...como vou sentir falta! Compramos uma água também...e por falar em água, esqueci de contar! Tinham me falado que a água daqui era horrível. É ruinzinha sim, mas dá para tomar minha gente! Principalmente se estiver beeem gelada, o gosto fica bem no finalzinho, quase não dá pra sentir! Lembro que no Brasil em um encontro espírita em Cuiabá (acho que era lá mesmo) a água era beeeem pior, muito pior! A dica é comprar a marca Eco de Los Andes e fujam da Villavencio, da Nestlê porque essas tem um gosto mais forte e ruim!
Visitamos a Basilica Nuestra Señora Del Pilar, uma igreja bem bonitinha logo abaixo do cemitério, o Ex Palais de Glace, passamos em frente a faculdade de Direito e Ciências Sociais (lindona!), fomos até a Floralis Genérica, fomos até a entrada do Centro Munucipal de Exposições mas não pudemos entrar porque era segunda-feira, passamos em frente ao Museu Nacional de Belas Artes, fomos até o Hotel Alvear (chiquérrimo! não podia tirar fotos, mas não sabíamos e tiramos algumas!), fomos ao Buenos Aires Design que é parecido com o Casa Park daqui de Brasília, mas maior. Tudo isso não necessariamente nessa ordem e sem afobação, respeitando nosso ritmo e parando quando queríamos. Mesmo assim, visitar "museus e prédio velho" (como diz o Victor) ainda continua sendo um programa não muito legal para ele.
Depois do Bairro Recoleta, pegamos outro ônibus e fomos para Puerto Madero, e tivemos que dar uma grande volta porque um muro nos impedia de entrar...(risos). Foi lindo visitar o lugar, e o Victor achou muito bonito (ufa! risos). Atravessamos a ponte da mulher até o meio e voltamos, andamos pelos diques, e foi bacana porque pegamos o pôr do sol, e diziam que tinha que ir lá de dia e de noite e pudemos fazer dois em um. Realmente, tanto o dia quanto a noite é muito agradável por lá.
Tinhamos hora marcada, era para estarmos dez horas da noite em frente ao trabalho da Nathy para voltarmos para a casa dela. Chegando na casa umas onze e meia da noite pedimos e comemos pizza e as famosas empanadas deliciosas de vários sabores e fomos dormir. "Muertos". Mucho Muertos.
Depois decidimos ir ao Bairro Recoleta visitar o tal cemitério, além dos outros pontos turísticos lá perto. Hoje foi um dia que deu para curtir a Buenos Aires tranquila, da forma que eu tanto ouvia falar de quem já foi, do que havia lido pela internet...
Fomos de ônibus da Av. Cabildo (perto do trabalho da Nathy) até a Recoleta, não sem antes perguntar o número do ônibus, qual parada...e para achar a tal parada foi uma boa andada! Uns 25 minutos dentro do ônibus e lá estávamos nós, descendo uma quadra rumo ao cemitério!
O muro que rodeia o cemitério é uma chiqueza só! Aí sim, posso dizer que se assemelha à Europa, aliás, posso dizer que o Bairro Recoleta é todo uma chiqueza só, bem estilo europeu mesmo! O verde, as arquiteturas, praças...Nunca fui na europa, mas pelas fotos e pelo que a gente idealiza, o Bairro Recoleta é o que mais se aproxima mesmo! (dentre o que puder visitar de Buenos, né?!)
O cemitério é muito interessante, é grande, mas não vi nenhum gato acreditam? Falaram que era lotado de gatos, mas não me deparei com nenhum! (gato o animal tá gente? risos). Visitamos o túmulo da Evita Perón que eu jurava (eu e minhas expectativas com frustrações de novo) que seria bem chique, grande, já que todos os tumulos eram assim, mas que nada, se duvidar era um dos mais simples!
Depois e logo em frente fomos tomar um sorvete Freddo, ah o Freddo...como vou sentir falta! Compramos uma água também...e por falar em água, esqueci de contar! Tinham me falado que a água daqui era horrível. É ruinzinha sim, mas dá para tomar minha gente! Principalmente se estiver beeem gelada, o gosto fica bem no finalzinho, quase não dá pra sentir! Lembro que no Brasil em um encontro espírita em Cuiabá (acho que era lá mesmo) a água era beeeem pior, muito pior! A dica é comprar a marca Eco de Los Andes e fujam da Villavencio, da Nestlê porque essas tem um gosto mais forte e ruim!
Visitamos a Basilica Nuestra Señora Del Pilar, uma igreja bem bonitinha logo abaixo do cemitério, o Ex Palais de Glace, passamos em frente a faculdade de Direito e Ciências Sociais (lindona!), fomos até a Floralis Genérica, fomos até a entrada do Centro Munucipal de Exposições mas não pudemos entrar porque era segunda-feira, passamos em frente ao Museu Nacional de Belas Artes, fomos até o Hotel Alvear (chiquérrimo! não podia tirar fotos, mas não sabíamos e tiramos algumas!), fomos ao Buenos Aires Design que é parecido com o Casa Park daqui de Brasília, mas maior. Tudo isso não necessariamente nessa ordem e sem afobação, respeitando nosso ritmo e parando quando queríamos. Mesmo assim, visitar "museus e prédio velho" (como diz o Victor) ainda continua sendo um programa não muito legal para ele.
Depois do Bairro Recoleta, pegamos outro ônibus e fomos para Puerto Madero, e tivemos que dar uma grande volta porque um muro nos impedia de entrar...(risos). Foi lindo visitar o lugar, e o Victor achou muito bonito (ufa! risos). Atravessamos a ponte da mulher até o meio e voltamos, andamos pelos diques, e foi bacana porque pegamos o pôr do sol, e diziam que tinha que ir lá de dia e de noite e pudemos fazer dois em um. Realmente, tanto o dia quanto a noite é muito agradável por lá.
Tinhamos hora marcada, era para estarmos dez horas da noite em frente ao trabalho da Nathy para voltarmos para a casa dela. Chegando na casa umas onze e meia da noite pedimos e comemos pizza e as famosas empanadas deliciosas de vários sabores e fomos dormir. "Muertos". Mucho Muertos.
domingo, 23 de janeiro de 2011
Mediação, parque aquático e dirigir na rodovia!
Amanheceu, acordamos, e a Nathy, Pablo e irmã sairam para procurar um bagageiro de teto porque era tanta a bagagem de todo mundo que não ia caber. Assim que eles sairam, eu e o Victor capotamos de novo, então aproveitamos a manhã inteira para dormir! Ai que maravilha! Acho que tirei o atraso do sono de dias! (risos)
A tarde rolou uns estresses de casal e como o Victor disse, relacionamento só muda mesmo de endereço! Até em outro país, as brigas e motivos são parecidos...(risos). Eu dei uma de mediadora da situação, não posso nem dizer uma de psicóloga, porque não sei se psicóloga fala tanto igual eu falei para os dois. Tenho que fazer uma especialização em psicologia conjugal e familiar para afirmar se o que eu fiz foi ético e condizente com a abordagem.
Mediadora é a palavra mais correta, e fui acalmando a discussão. É incrível como eu me dou por completo quando se trata de relacionamento com sujeitos, seja nos conflitos individuais seja em um conflito de casal. Eu entro tanto ali no momento, que sinto emoção de tudo quanto é lado, dos dois, de cada um e de tudo a minha volta. Eu queria tanto que tudo ficasse bem, que os dois ficassem bem, que não sei se perceberam, mas eu quase chorei. Enquanto falava e falava, minha voz embargou. Duas vezes. Eu vivo aquilo, como meu, até que as pessoas sejam capazes de elas viverem como seu da melhor forma que elas achem que seja o melhor para elas. É, acho que nasci para isso mesmo, não tem jeito.
Depois de tudo melhor, na medida do possível pelo menos, fomos para o parque aquático do camping que era um estilo só! Botava no chinelo muitos clubes de caldas novas...Não tiramos foto porque a câmera estava no porta mala, e o carro tava abarrotado! O mais engraçado no clube foi um argentino com cerca de 11 anos dando em cima de mim e da Nathy (mais especificamente da Nathy) perguntando da onde nós eramos...
Não disse que tem certas coisas que só mudam de endereço? (risos)
Por fim, na volta para Buenos Aires de carro, a noite, o Pablo estava muito cansado, praticamente dormindo no volante. Me ofereci para dirigir uma, duas, e na terceira vez me deixaram, porque senão iam parar o carro de novo e não chegaríamos nunca. Pronto, agora virei uma legítima argentina, porque até dirigindo na rodovia eu estava! (risos)
Primeira viagem de avião, primeira viagem para o exterior, primeiro tênis de marca, agora primeira vez que dirige em rodovia. Será que essa argentina marcou hein?!... (risos)
A tarde rolou uns estresses de casal e como o Victor disse, relacionamento só muda mesmo de endereço! Até em outro país, as brigas e motivos são parecidos...(risos). Eu dei uma de mediadora da situação, não posso nem dizer uma de psicóloga, porque não sei se psicóloga fala tanto igual eu falei para os dois. Tenho que fazer uma especialização em psicologia conjugal e familiar para afirmar se o que eu fiz foi ético e condizente com a abordagem.
Mediadora é a palavra mais correta, e fui acalmando a discussão. É incrível como eu me dou por completo quando se trata de relacionamento com sujeitos, seja nos conflitos individuais seja em um conflito de casal. Eu entro tanto ali no momento, que sinto emoção de tudo quanto é lado, dos dois, de cada um e de tudo a minha volta. Eu queria tanto que tudo ficasse bem, que os dois ficassem bem, que não sei se perceberam, mas eu quase chorei. Enquanto falava e falava, minha voz embargou. Duas vezes. Eu vivo aquilo, como meu, até que as pessoas sejam capazes de elas viverem como seu da melhor forma que elas achem que seja o melhor para elas. É, acho que nasci para isso mesmo, não tem jeito.
Depois de tudo melhor, na medida do possível pelo menos, fomos para o parque aquático do camping que era um estilo só! Botava no chinelo muitos clubes de caldas novas...Não tiramos foto porque a câmera estava no porta mala, e o carro tava abarrotado! O mais engraçado no clube foi um argentino com cerca de 11 anos dando em cima de mim e da Nathy (mais especificamente da Nathy) perguntando da onde nós eramos...
Não disse que tem certas coisas que só mudam de endereço? (risos)
Por fim, na volta para Buenos Aires de carro, a noite, o Pablo estava muito cansado, praticamente dormindo no volante. Me ofereci para dirigir uma, duas, e na terceira vez me deixaram, porque senão iam parar o carro de novo e não chegaríamos nunca. Pronto, agora virei uma legítima argentina, porque até dirigindo na rodovia eu estava! (risos)
Primeira viagem de avião, primeira viagem para o exterior, primeiro tênis de marca, agora primeira vez que dirige em rodovia. Será que essa argentina marcou hein?!... (risos)
sábado, 22 de janeiro de 2011
Em Mar Del Plata e meu 1º tênis de marca! =P
Lanchamos na rodoviária de Mar Del Plata e tentamos comunicação com a Nathy, sem sucesso. Só nos faltava essa, estarmos mais uma vez sem teto, sem rumo! Mandamos um e-mail e tentamos outra ligação. Depois da terceira tentativa e quase duas horas depois que chegamos conseguimos.
A Nathy foi nos buscar na rodoviária e conhecemos mais uma argentina, a irmã gêmea do Pablo, uma mulher inteligente e animada quando de bom humor! Fomos para a Havanna tomarmos um lanche e comi pela primeira vez o alfajor. Era engraçado a comunicação de nós enquanto grupo, porque a irmã do Pablo tinha muita dificuldade de entender e vice-versa. A Nathy bancou uma de tradutora 24 horas!
Deixamos as coisas no camping e fomos para a praia. Segunda vez em uma segunda praia, tudo de bom! Nós estávamos bem afastados do centro, por isso nem deu pra ver a reca de argentinos, pessoal esse que vai todo para lá. Acho que deu para perceber pelas passagens de ônibus esgotadas...
A praia de Mar Del Plata ia quase no mesmo esquema de Uruguay: vento frio, sol quente mas não escaldante igual no Brasil, areia grossa e água muito, muito gelada. Em Punta você entrava e dava até para se acostumar no mar, mas em Mar Del Plata...Meu Deus, que água ultra gelada! Não dava para ficar muito tempo dentro do mar, simplesmente o corpo não se acostumava!
Jogamos Futvôlei (eu aproveitei para mostrar meus dotes futebolísticos de uma boa brasileira, e sim os argentinos olhavam admirados. Pelo menos na minha imaginação...risos!), aproveitei para pegar de novo uma cor, jogamos vôlei e lá para o final da tarde voltamos para o camping.
De noite fomos para o centro, tiramos algumas fotos e foi aí, faltando quatro dias para a volta ao Brasil, que o espírito consumista começou a despertar...Estávamos em uma rua bem movimentada, mostrando um monte de marcas famosas iluminadas e dei para olhar os preços dos tênis...150, 160 reais e eu dizendo: "Tá mais barato do que em Buenos, tá melhor!" e a Nathy me explicando que era a mesma coisa...e era mesmo! Eu é que não tinha tempo para olhar em Buenos!
Compramos nossos tênis. Isso é um momento histórico! Meu primeiro tênis de marca, que emoçããããooo!! Sai da loja feliz da vida, e aí entendi um pouco porque as pessoas gastam tanto. Isso realmente dá prazer, dá uma sensação boa, tipo uma droga (apesar de nunca ter me drogado para dizer ao certo como é (risos).
O prazer foi maior para mim, porque eu fiz disso algo realmente interessante. Meu primeiro tênis de marca, pela primeira vez vou pisar em um calçado bom! Eu, Luísa Pereira Lara, 22 anos, primeira viagem de avião, primeira viagem ao exterior e agora primeiro tênis de marca! Fala se não é o máximo tudo isso?! (risos)
Para finalizar, queriamos ter ido no bingo mas estava fechado, jantamos em um lugar bem chiquezinho e iluminado, com vários restaurantes, e dei uma de professora de português, ensinando um monte de frases para a irmã do Pablo. Pensem o quão hilário foi, principalmente a palavra "tenho" e "cachorra". O "tenho" (tengo em espanhol) quase não saiu e o "cachorra" saiu como "Cathiorra" ou algo assim...(risos)
E ainda dizem que a língua espanhola é parecida com a língua portuguesa, imaginem se não fosse!
A Nathy foi nos buscar na rodoviária e conhecemos mais uma argentina, a irmã gêmea do Pablo, uma mulher inteligente e animada quando de bom humor! Fomos para a Havanna tomarmos um lanche e comi pela primeira vez o alfajor. Era engraçado a comunicação de nós enquanto grupo, porque a irmã do Pablo tinha muita dificuldade de entender e vice-versa. A Nathy bancou uma de tradutora 24 horas!
Deixamos as coisas no camping e fomos para a praia. Segunda vez em uma segunda praia, tudo de bom! Nós estávamos bem afastados do centro, por isso nem deu pra ver a reca de argentinos, pessoal esse que vai todo para lá. Acho que deu para perceber pelas passagens de ônibus esgotadas...
A praia de Mar Del Plata ia quase no mesmo esquema de Uruguay: vento frio, sol quente mas não escaldante igual no Brasil, areia grossa e água muito, muito gelada. Em Punta você entrava e dava até para se acostumar no mar, mas em Mar Del Plata...Meu Deus, que água ultra gelada! Não dava para ficar muito tempo dentro do mar, simplesmente o corpo não se acostumava!
Jogamos Futvôlei (eu aproveitei para mostrar meus dotes futebolísticos de uma boa brasileira, e sim os argentinos olhavam admirados. Pelo menos na minha imaginação...risos!), aproveitei para pegar de novo uma cor, jogamos vôlei e lá para o final da tarde voltamos para o camping.
De noite fomos para o centro, tiramos algumas fotos e foi aí, faltando quatro dias para a volta ao Brasil, que o espírito consumista começou a despertar...Estávamos em uma rua bem movimentada, mostrando um monte de marcas famosas iluminadas e dei para olhar os preços dos tênis...150, 160 reais e eu dizendo: "Tá mais barato do que em Buenos, tá melhor!" e a Nathy me explicando que era a mesma coisa...e era mesmo! Eu é que não tinha tempo para olhar em Buenos!
Compramos nossos tênis. Isso é um momento histórico! Meu primeiro tênis de marca, que emoçããããooo!! Sai da loja feliz da vida, e aí entendi um pouco porque as pessoas gastam tanto. Isso realmente dá prazer, dá uma sensação boa, tipo uma droga (apesar de nunca ter me drogado para dizer ao certo como é (risos).
O prazer foi maior para mim, porque eu fiz disso algo realmente interessante. Meu primeiro tênis de marca, pela primeira vez vou pisar em um calçado bom! Eu, Luísa Pereira Lara, 22 anos, primeira viagem de avião, primeira viagem ao exterior e agora primeiro tênis de marca! Fala se não é o máximo tudo isso?! (risos)
Para finalizar, queriamos ter ido no bingo mas estava fechado, jantamos em um lugar bem chiquezinho e iluminado, com vários restaurantes, e dei uma de professora de português, ensinando um monte de frases para a irmã do Pablo. Pensem o quão hilário foi, principalmente a palavra "tenho" e "cachorra". O "tenho" (tengo em espanhol) quase não saiu e o "cachorra" saiu como "Cathiorra" ou algo assim...(risos)
E ainda dizem que a língua espanhola é parecida com a língua portuguesa, imaginem se não fosse!
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
Montevideo e corrupção (=X) em Buenos Aires...!
Hoje eu tinha que estar só o pó, afinal quase não dormi. Mas só tinha essa oportunidade para conhecer Montevideo (apesar de passar duas noites na cidade, não a conhecia ainda! - risos) e estava empolgada!
Deixamos as malas na rodoviária por duas horas gratuitas e fomos para a Plaza Independencia, que o Victor por sinal já tinha conhecido. Tiramos algumas fotos, entramos no Teatro Solis mas não fizemos a visita guiada porque eram 45 min e tinhamos que pegar as malas para não pagarmos.
Voltamos para a rodoviária e esperamos mais três horas para pegarmos o ônibus. Nesse tempo almoçamos, vimos todas as lojas de lá, procurei o alfajor agua helada sem sucesso, e fizemos umas comprinhas no supermercado para gastar os 230 pesos uruguaios que nos restavam.
Hoje, e pela primeira vez, esse meu espírito de economista me gerou prejuizo e burrice porque podia ter pago para as malas ficarem na rodoviária e conhecido melhor Montevideo, ter feito a visita guiada no Teatro Solis e pago 40 pesos uruguaios cada um, e por fim, ter entrado na Indian Emporium que vi quando estava no ônibus indo para rodoviária pegar as malas e comprado o bendito vestido (é, tinha lá em Montevideo também!).
É...vivendo e aprendendo!
Chegamos em Colonia Del Sacramento, comemos o lanchinho que haviamos comprado em Montevideo e fizemos o check in às 19:30 no Buque para voltar para Buenos Aires. A volta no Buque foi de novo tudo de bom, e desse vez pudemos pegar o por do sol e ver a lua e as estrelas no lado externo do buque. O Victor tirou fotos e filmou, já que na ida a bateria da câmera tinha acabado...
Chegamos em Buenos Aires umas 22:00 e a programação era pegar no Terminal Retiro um outro ônibus para Mar Del Plata, e de manhã encontrariamos lá a Nathy e o Pablo. O taxista que nos levou até o terminal assim que saimos do buque teve o poder de abaixar a minha vibração para muito baixa, nos tratando mal e dando uma de esperto.
Tivemos que deixar as malas nos bancos porque ele não saiu para abrir o porta mala, ficou nos chingando em espanhol (é, a gente entendeu) e depois quis cobrar 5 pesos a mais pelas malas.
Não quero julgar aqui que os argentinos são grossos, porque em todo esse tempo teve mais pessoas boas, receptivas, que nos dão informações de forma prestativa, que querem ajudar do que os que tratam mal. Parece que em nossa vida temos o costume de só focar nas coisas ruins, negativas ao invés das coisas boas. E para evitar isso digo que sim, os argentinos são gente boa.
Ah! E os uruguaios são mais ainda! É realmente verdade o que dizem na internet, são super solícitos, agradáveis, simpáticos e teve duas vezes que quando perguntamos a localização, nos levaram até a porta mesmo estando a nossa vista o local.
No Terminal Retiro para comprarmos as passagens para Mar Del Plata, outro drama. Estava TUDO LOTADO. Nenhuma passagenzinha disponível para os horários de dez e meia, meia noite. "E agora? Onde dormiremos? O que faremos? Para onde iremos?" Eram essas as nossas angústias. Estávamos com fome, cansados, com sono...Teve um momento que até a passagem das seis e trinta da manhã se esgotou. Só as oito da manhã agora. E são cinco horas e meia de viagem de Buenos para Mar Del Plata! Iamos perder o dia todo! Compensa ou não compensa? Mas iamos de qualquer jeito, porque pensamos na Nathy. Pensamos que só tinha mais esse final de semana para vê-la, porque iamos embora na quinta-feira.Pensamos em ligar para o último hotel que dormimos, mas como ligar? Só sabíamos usar o locutório e não os "orelhões" (não sei como se chama lá). E se não tiver disponível, dormiremos aqui?
Comemos e fomos pela 45ª vez em um dos inúmeros guichês das passagens sei lá porque, e um milagre aconteceu. Não sei se posso chamar de milagre, porque o nome mais correto seria corrupção mesmo. Nós, corruptos, pela primeira vez, e na argentina.
O que vou contar aqui não acho correto, não faria de novo e não queria que servisse de exemplo para ninguém (mas tudo bem, vai lá, você tem o seu livre arbítrio. Toda ação, uma reação não esqueçamos).
Um tentativa de comunicação foi iniciada pelo atendente, um rapaz muito simpático e gente boa, daquelas pessoas que parece sempre disposta a ajudar o outro. Perguntou se nós iamos ficar ali pela rodoviária, e o Victor respondeu que iamos tentar ir para um hotel, e eu respondi que bem provavelmente que iamos ficar por ali. Ele começou a falar um monte de coisas que não entendemos, falava-se em "ratinho", "ratito", "rato"... Quando nos demos conta, o motorista estava do nosso lado no guiche pedindo para eu guardar as "platas" e para seguir ele.
Eu não estava entendendo nada! Pelo pouco que entendi, ele (o atendente) disse que se alguém desistisse do lugar ele colocaria a gente, então eu estava lá, com o dinheiro na mão, não era para eu pagar normalmente caso alguém desistisse? Porque o dinheiro não tinha que ser recebido no guichê?
A ficha foi caindo aos poucos. Estavamos na frente do ônibus e o motorista conversando com mais três pessoas. E ali, fui ficando nervosa, tipico das pessoas quando estão fazendo algo errado. Vem o motorista e diz que só tem um lugar. Nada feito. Eu e o Victor somos um só, imagina quando se trata de irmos para cidades diferentes em outro país! Outra tentativa foi feita pela parte do motorista, ai entendemos que ele estava perguntando se podíamos ir os dois em um só assento. Claro! o motorista falou para darmos a bagagem para um outro homem e o Victor entendeu que o pagamento tinha que ser feito ao homem que guarda a bagagem. Ele disse: "cien, ciento e cinquenta, quanto quiseres" Caraca! Como assim? Quanto a gente quiser pagar? Ainda vamos pagar barato? Pensando assim, ao invés de dar 100 pesos, demos 150. E subimos para o ônibus.
Assim que ele (o ônibus) sai, minutos depois vem um outro homem fazer outra cobrança. Como assim? Não era aquele cara? Nós entendemos que era para pagar para esse segundo homem duas vezes 96 pesos. Quando damos 200 pesos, ele torna a repetir, daí entendemos: 296 pesos, o preço da passagem que pagaríamos normalmente. Pronto! 450 pesos foi o preço que pagamos (com perdão do trocadilho) por agirmos incorretamente nesse mundo incorreto. O cara da mala deve ter ficado muito feliz com a nossa burrice...
Dormimos muito bem a madrugada inteira, nós dois em um só assento, tamanho era o nosso cansaço. Fico pensando se o prejuizo que tivemos já foi a consequência do nosso ato ou se ainda "vem bomba" pela frente. Me considero uma pessoa muito feliz, e justamente por tentar agir de forma correta, me esforçando para "fazer aquilo que gostaria que os fizessem". E sei que os nossos sofrimentos vêm devido ao sofrimento que causamos aos outros, ao universo. O que fiz(emos) não foi correto, e não sei dizer que se estivéssemos entendido tudo desde o começo, se tivesse dado tempo para pensar nós iriamos entrar no esquema. Mas acho que sim, porque não tinhamos para onde ir. E isso não justifica de forma alguma esse ato. Agora, se estivessemos no Brasil, em um local que nos sentissemos seguros, claro que não consentiriamos com isso (mas de novo não justifica de forma alguma esse ato).
Enfim, erramos, não foi legal o que fizemos, admitimos nosso erro e continuamos nosso esforço rumo ao caminho do bem, caminho esse que pelo que percebi é bem difícil nesse mundo onde o mal ainda prevalece. O caminho reto é sempre o mais difícil, mas com certeza com mais méritos, visto o esforço feito.
Droga, se fosse Chico Xavier, certeza que ele dormiria com duas grandes malas na rodoviária de um país desconhecido...(risos!)
Obs.: Mas que essa história é boa...ah isso é! E eu adoro histórias que fazem rir para colecionar essa minha vida! =D
Deixamos as malas na rodoviária por duas horas gratuitas e fomos para a Plaza Independencia, que o Victor por sinal já tinha conhecido. Tiramos algumas fotos, entramos no Teatro Solis mas não fizemos a visita guiada porque eram 45 min e tinhamos que pegar as malas para não pagarmos.
Voltamos para a rodoviária e esperamos mais três horas para pegarmos o ônibus. Nesse tempo almoçamos, vimos todas as lojas de lá, procurei o alfajor agua helada sem sucesso, e fizemos umas comprinhas no supermercado para gastar os 230 pesos uruguaios que nos restavam.
Hoje, e pela primeira vez, esse meu espírito de economista me gerou prejuizo e burrice porque podia ter pago para as malas ficarem na rodoviária e conhecido melhor Montevideo, ter feito a visita guiada no Teatro Solis e pago 40 pesos uruguaios cada um, e por fim, ter entrado na Indian Emporium que vi quando estava no ônibus indo para rodoviária pegar as malas e comprado o bendito vestido (é, tinha lá em Montevideo também!).
É...vivendo e aprendendo!
Chegamos em Colonia Del Sacramento, comemos o lanchinho que haviamos comprado em Montevideo e fizemos o check in às 19:30 no Buque para voltar para Buenos Aires. A volta no Buque foi de novo tudo de bom, e desse vez pudemos pegar o por do sol e ver a lua e as estrelas no lado externo do buque. O Victor tirou fotos e filmou, já que na ida a bateria da câmera tinha acabado...
Chegamos em Buenos Aires umas 22:00 e a programação era pegar no Terminal Retiro um outro ônibus para Mar Del Plata, e de manhã encontrariamos lá a Nathy e o Pablo. O taxista que nos levou até o terminal assim que saimos do buque teve o poder de abaixar a minha vibração para muito baixa, nos tratando mal e dando uma de esperto.
Tivemos que deixar as malas nos bancos porque ele não saiu para abrir o porta mala, ficou nos chingando em espanhol (é, a gente entendeu) e depois quis cobrar 5 pesos a mais pelas malas.
Não quero julgar aqui que os argentinos são grossos, porque em todo esse tempo teve mais pessoas boas, receptivas, que nos dão informações de forma prestativa, que querem ajudar do que os que tratam mal. Parece que em nossa vida temos o costume de só focar nas coisas ruins, negativas ao invés das coisas boas. E para evitar isso digo que sim, os argentinos são gente boa.
Ah! E os uruguaios são mais ainda! É realmente verdade o que dizem na internet, são super solícitos, agradáveis, simpáticos e teve duas vezes que quando perguntamos a localização, nos levaram até a porta mesmo estando a nossa vista o local.
No Terminal Retiro para comprarmos as passagens para Mar Del Plata, outro drama. Estava TUDO LOTADO. Nenhuma passagenzinha disponível para os horários de dez e meia, meia noite. "E agora? Onde dormiremos? O que faremos? Para onde iremos?" Eram essas as nossas angústias. Estávamos com fome, cansados, com sono...Teve um momento que até a passagem das seis e trinta da manhã se esgotou. Só as oito da manhã agora. E são cinco horas e meia de viagem de Buenos para Mar Del Plata! Iamos perder o dia todo! Compensa ou não compensa? Mas iamos de qualquer jeito, porque pensamos na Nathy. Pensamos que só tinha mais esse final de semana para vê-la, porque iamos embora na quinta-feira.Pensamos em ligar para o último hotel que dormimos, mas como ligar? Só sabíamos usar o locutório e não os "orelhões" (não sei como se chama lá). E se não tiver disponível, dormiremos aqui?
Comemos e fomos pela 45ª vez em um dos inúmeros guichês das passagens sei lá porque, e um milagre aconteceu. Não sei se posso chamar de milagre, porque o nome mais correto seria corrupção mesmo. Nós, corruptos, pela primeira vez, e na argentina.
O que vou contar aqui não acho correto, não faria de novo e não queria que servisse de exemplo para ninguém (mas tudo bem, vai lá, você tem o seu livre arbítrio. Toda ação, uma reação não esqueçamos).
Um tentativa de comunicação foi iniciada pelo atendente, um rapaz muito simpático e gente boa, daquelas pessoas que parece sempre disposta a ajudar o outro. Perguntou se nós iamos ficar ali pela rodoviária, e o Victor respondeu que iamos tentar ir para um hotel, e eu respondi que bem provavelmente que iamos ficar por ali. Ele começou a falar um monte de coisas que não entendemos, falava-se em "ratinho", "ratito", "rato"... Quando nos demos conta, o motorista estava do nosso lado no guiche pedindo para eu guardar as "platas" e para seguir ele.
Eu não estava entendendo nada! Pelo pouco que entendi, ele (o atendente) disse que se alguém desistisse do lugar ele colocaria a gente, então eu estava lá, com o dinheiro na mão, não era para eu pagar normalmente caso alguém desistisse? Porque o dinheiro não tinha que ser recebido no guichê?
A ficha foi caindo aos poucos. Estavamos na frente do ônibus e o motorista conversando com mais três pessoas. E ali, fui ficando nervosa, tipico das pessoas quando estão fazendo algo errado. Vem o motorista e diz que só tem um lugar. Nada feito. Eu e o Victor somos um só, imagina quando se trata de irmos para cidades diferentes em outro país! Outra tentativa foi feita pela parte do motorista, ai entendemos que ele estava perguntando se podíamos ir os dois em um só assento. Claro! o motorista falou para darmos a bagagem para um outro homem e o Victor entendeu que o pagamento tinha que ser feito ao homem que guarda a bagagem. Ele disse: "cien, ciento e cinquenta, quanto quiseres" Caraca! Como assim? Quanto a gente quiser pagar? Ainda vamos pagar barato? Pensando assim, ao invés de dar 100 pesos, demos 150. E subimos para o ônibus.
Assim que ele (o ônibus) sai, minutos depois vem um outro homem fazer outra cobrança. Como assim? Não era aquele cara? Nós entendemos que era para pagar para esse segundo homem duas vezes 96 pesos. Quando damos 200 pesos, ele torna a repetir, daí entendemos: 296 pesos, o preço da passagem que pagaríamos normalmente. Pronto! 450 pesos foi o preço que pagamos (com perdão do trocadilho) por agirmos incorretamente nesse mundo incorreto. O cara da mala deve ter ficado muito feliz com a nossa burrice...
Dormimos muito bem a madrugada inteira, nós dois em um só assento, tamanho era o nosso cansaço. Fico pensando se o prejuizo que tivemos já foi a consequência do nosso ato ou se ainda "vem bomba" pela frente. Me considero uma pessoa muito feliz, e justamente por tentar agir de forma correta, me esforçando para "fazer aquilo que gostaria que os fizessem". E sei que os nossos sofrimentos vêm devido ao sofrimento que causamos aos outros, ao universo. O que fiz(emos) não foi correto, e não sei dizer que se estivéssemos entendido tudo desde o começo, se tivesse dado tempo para pensar nós iriamos entrar no esquema. Mas acho que sim, porque não tinhamos para onde ir. E isso não justifica de forma alguma esse ato. Agora, se estivessemos no Brasil, em um local que nos sentissemos seguros, claro que não consentiriamos com isso (mas de novo não justifica de forma alguma esse ato).
Enfim, erramos, não foi legal o que fizemos, admitimos nosso erro e continuamos nosso esforço rumo ao caminho do bem, caminho esse que pelo que percebi é bem difícil nesse mundo onde o mal ainda prevalece. O caminho reto é sempre o mais difícil, mas com certeza com mais méritos, visto o esforço feito.
Droga, se fosse Chico Xavier, certeza que ele dormiria com duas grandes malas na rodoviária de um país desconhecido...(risos!)
Obs.: Mas que essa história é boa...ah isso é! E eu adoro histórias que fazem rir para colecionar essa minha vida! =D
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
Punta Del Este: a melhor praia! E o quarto do horror novamente...(risos!)
Acordamos e a programação de hoje era irmos de ônibus para Punta Del Este por cerca de 15 reais cada um. Era incrível a empolgação do Victor, e tenho minhas dúvidas se era porque íamos para Punta ou porque ele ia sair daquele quarto...
Com certeza as duas coisas juntas era o motivo de tal animação! Falou-se até em "curtir uma balada em Punta e voltamos no BUS de quatro da madrugada"... No primeiro momento minha ingenuidade pensou: "Nossa, o Victor tá animado mesmo, o que será que tá acontecendo, que estranho!" Mas depois a famosa ficha caiu e sim, ele não queria passar mais uma e a última noite naquele quarto de hotel! (risos)
Tomamos café há duas quadras do hotel em uma padaria onde os biscoitos e pães estavam deliciosos! Meu Deus, como estava bom, levamos alguns biscoitos conosco e o melhor foi o preço: 56 pesos uruguaios ou cerca de 5 reais!
Perdemos parte da manhã por causa da minha teimosia em procurar o melhor câmbio, mas pelo menos conhecemos a Av. 18 de Julio que também é o centro de Montevideo. O nome é parecido com a Av. principal de Buenos Aires.
Falando em nomes, nomes iguais é só o que você encontra na Argentina e pelo visto, no Uruguay também pelo pouco que pude observar. Ruas, avenidas, bairros, praças tem os mesmos nomes em diferentes localidades, até mesmo dentro da própria Buenos! Por exemplo (um dentre vários e vários) tem a parada do metrô entre ríos, a Av. Entre ríos em Buenos e a Província Entre Ríos, que por sinal é a província da cidade de Colón que fomos! Não sei como o povo não se perde, eu hein...
Exatas duas horas de viagem e lá estávamos em Punta Del Este. Ah, que maravilha! Sol, praia, mar! Enfim, pude descansar! Perdi o tempo que fiquei deitada na areia, só deixando o tempo passar... Além dos três itens citados sobre Punta, tenho que falar mais. Muitas casas e condomínios lindos (posso dizer até luxuosos), carros e mais carros importados e muita gente bonita e com o corpo saradão. Deus meu, porque gente rica é tudo bonita? (pelo menos bonita como prega a sociedade e mídia, está aí talvez a resposta da minha pergunta...)
Almoçamos em uma rua onde tinha um "Casino", e diversos restaurantes. A comida não estava lá muito cara como achamos que iria estar, afinal nós estávamos entre ricos! Pedimos uma promoção qualquer (dois hamburgueres e batata frita) e fomos olhar as lojinhas...Tinha uma chamada Indian Emporium, com preços absurdamente baratos! Vestidos por 199 pesos uruguaios, o mesmo que 19,90 reais! Infelizmente não comprei nada e me arrependo amargamente por isso. Já não sou consumista por natureza, e na hora simplesmente não bateu a vontade e não comprei... Fiquei de voltar lá simplesmente não rolou!
Fomos além da praia do centro, para a Bikini Beach (com um ônibus cerca de 15 min) só porque uma amiga minha que passou uns dias em Punta tinha recomendado por orkut (valeu Ju Mendes!).
O Victor se divertiu horrores, saía do mar rindo a toa. Isso porque as ondas eram grandes e agitadas e a gente levava altos caldos. Eu não queria entrar, porque as praias, diferente do Brasil, tinham um vento frio, o sol aquecia mas não era escaldante e a água do mar era gelada. Muito gelada. Só que o Victor me pegou pelo colo e me jogou lá dentro.
Saimos da praia umas 20:00 e voltamos para o centro de Punta. Não, incrivelmente não estava noite e o sol ainda brilhava em nossas cabeças. Pegamos o Bus de 21:00 de volta para Montevideo e foi ficar noite quando eram 21:30. Na Argentina também demora o sol se por, mas no Uruguay é mais tarde e mais perceptível. Será por isso que nas bandeiras desses países tem o desenho de um Sol?
Obs.: Quando chegamos de volta a Montevideo, o quadro que havíamos tirado estava novamente lá (ai que meda²). A sorte foi que o Victor pediu para eu entrar primeiro e o impacto foi para mim.
Ficamos até uma e meia da madrugada andando pela cidade, primeiro porque estávamos com fome e segundo...porque o Victor estava procurando outro hotel para passar a noite. Tentativas em vão, voltamos para o quarto, fiquei até 3:30 da madrugada postando nesse blog para vocês, acordei o Victor e ele não mais dormiu, e não me deixou dormir também, de medo.
Cinco e trinta da manhã, dei uma bronca nele e ignorei-o, me entregando ao sono. Depois fiquei sabendo que sete e trinta ele saiu da cama e foi andar pela cidade, conhecendo a Plaza Independencia (que é o ponto turístico da cidade que estava há uma quadra do hotel) sozinho.
Ô quarto dos infernos! (risos, muito risos!)
Com certeza as duas coisas juntas era o motivo de tal animação! Falou-se até em "curtir uma balada em Punta e voltamos no BUS de quatro da madrugada"... No primeiro momento minha ingenuidade pensou: "Nossa, o Victor tá animado mesmo, o que será que tá acontecendo, que estranho!" Mas depois a famosa ficha caiu e sim, ele não queria passar mais uma e a última noite naquele quarto de hotel! (risos)
Tomamos café há duas quadras do hotel em uma padaria onde os biscoitos e pães estavam deliciosos! Meu Deus, como estava bom, levamos alguns biscoitos conosco e o melhor foi o preço: 56 pesos uruguaios ou cerca de 5 reais!
Perdemos parte da manhã por causa da minha teimosia em procurar o melhor câmbio, mas pelo menos conhecemos a Av. 18 de Julio que também é o centro de Montevideo. O nome é parecido com a Av. principal de Buenos Aires.
Falando em nomes, nomes iguais é só o que você encontra na Argentina e pelo visto, no Uruguay também pelo pouco que pude observar. Ruas, avenidas, bairros, praças tem os mesmos nomes em diferentes localidades, até mesmo dentro da própria Buenos! Por exemplo (um dentre vários e vários) tem a parada do metrô entre ríos, a Av. Entre ríos em Buenos e a Província Entre Ríos, que por sinal é a província da cidade de Colón que fomos! Não sei como o povo não se perde, eu hein...
Exatas duas horas de viagem e lá estávamos em Punta Del Este. Ah, que maravilha! Sol, praia, mar! Enfim, pude descansar! Perdi o tempo que fiquei deitada na areia, só deixando o tempo passar... Além dos três itens citados sobre Punta, tenho que falar mais. Muitas casas e condomínios lindos (posso dizer até luxuosos), carros e mais carros importados e muita gente bonita e com o corpo saradão. Deus meu, porque gente rica é tudo bonita? (pelo menos bonita como prega a sociedade e mídia, está aí talvez a resposta da minha pergunta...)
Almoçamos em uma rua onde tinha um "Casino", e diversos restaurantes. A comida não estava lá muito cara como achamos que iria estar, afinal nós estávamos entre ricos! Pedimos uma promoção qualquer (dois hamburgueres e batata frita) e fomos olhar as lojinhas...Tinha uma chamada Indian Emporium, com preços absurdamente baratos! Vestidos por 199 pesos uruguaios, o mesmo que 19,90 reais! Infelizmente não comprei nada e me arrependo amargamente por isso. Já não sou consumista por natureza, e na hora simplesmente não bateu a vontade e não comprei... Fiquei de voltar lá simplesmente não rolou!
Fomos além da praia do centro, para a Bikini Beach (com um ônibus cerca de 15 min) só porque uma amiga minha que passou uns dias em Punta tinha recomendado por orkut (valeu Ju Mendes!).
O Victor se divertiu horrores, saía do mar rindo a toa. Isso porque as ondas eram grandes e agitadas e a gente levava altos caldos. Eu não queria entrar, porque as praias, diferente do Brasil, tinham um vento frio, o sol aquecia mas não era escaldante e a água do mar era gelada. Muito gelada. Só que o Victor me pegou pelo colo e me jogou lá dentro.
Saimos da praia umas 20:00 e voltamos para o centro de Punta. Não, incrivelmente não estava noite e o sol ainda brilhava em nossas cabeças. Pegamos o Bus de 21:00 de volta para Montevideo e foi ficar noite quando eram 21:30. Na Argentina também demora o sol se por, mas no Uruguay é mais tarde e mais perceptível. Será por isso que nas bandeiras desses países tem o desenho de um Sol?
Obs.: Quando chegamos de volta a Montevideo, o quadro que havíamos tirado estava novamente lá (ai que meda²). A sorte foi que o Victor pediu para eu entrar primeiro e o impacto foi para mim.
Ficamos até uma e meia da madrugada andando pela cidade, primeiro porque estávamos com fome e segundo...porque o Victor estava procurando outro hotel para passar a noite. Tentativas em vão, voltamos para o quarto, fiquei até 3:30 da madrugada postando nesse blog para vocês, acordei o Victor e ele não mais dormiu, e não me deixou dormir também, de medo.
Cinco e trinta da manhã, dei uma bronca nele e ignorei-o, me entregando ao sono. Depois fiquei sabendo que sete e trinta ele saiu da cama e foi andar pela cidade, conhecendo a Plaza Independencia (que é o ponto turístico da cidade que estava há uma quadra do hotel) sozinho.
Ô quarto dos infernos! (risos, muito risos!)
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
No Uruguay: Colônia Del Sacramento e o quarto do horror em Montevideo.
Tcham tcham tcham! Hoje era o dia de fugir da correria de Buenos! Pegamos um táxi cedinho e fomos para a BuqueBus pegar o buque para irmos para Colonia Del Sacramento, no Uruguay.
Chegamos cerca de três horas mais cedo, e o check in é igual ao de avião. Eu já imaginava mais ou menos como seria o interior do buque porque tinha lido sobre e visto uma foto, mas para o Victor foi uma grande surpresa! Ele adorou! Achou muito lindo, muito chique, um luxo! Foi a partir daqui que a nossa viagem começou a melhorar, podemos dizer assim...Não por causa do luxo do buque, nada disso, mas porque estávamos saindo de Buenos Aires e indo para outro país, que era o que o Victor no fundo queria. Nas quase três horas de viagem (tem o buque rápido que é de uma hora mas não quisemos) pudemos descansar, curtir o Rio de La Plata, olhar o freeshop (é, lá dentro tem um!).
Chegamos em Colonia Del Sacramento que é uma cidadezinha histórica! Vilas, muros de pedra, pracinhas, carros antigos, igrejas, farol, museus...resumindo é isso, uma colônia boa para apreciar e andar! Uma tarde é o suficiente para conhecer tudo de bom que a cidade oferece!
O mais estranho quando a gente entrou no Uruguay por Colonia Del Sacramento são as cédulas e os preços das coisas. As notas são de 500, 200, 50, 20 (essas duas últimas tudo normal pra gente) e a de 10 pesos urugaios é uma moeda grossa e grande! Quanto aos preços não é que são caros (pelo contrário, você pega tudo e divide por 10, esse é o preço em reais, olha que maravilha!! *__* mas é que uma comida são 250 pesos uruguaios, roupas de 199,00; 299,00; 399,00...A gente se assusta um pouco, até acostumar né? (risos)
Pegamos um ônibus na Rodoviária por cerca de 190 pesos uruaguaios cada um (19 reais) e seguimos para Montevideo, capital do país. Depois de duas horas e meia de viagem chegamos no hotel que tinhamos reservado pela internet. Me desculpem leitores, mas tenho que dedicar um parágrafo para contar isso para vocês:
A entrada do hotel era beleza, mais organizado e de melhor aparência em comparação com os dois de Buenos Aires que havíamos ficado. Mas ao entrarmos no quarto... O Victor quase teve um treco de tanto medo que ficou com o aspecto! Batizamos-o de quarto do horror, quarto do drácula...
O Victor sentiu um frio que percorreu todo o corpo dele, de tanto pavor! E descobri que ele é mais medroso que eu, fala sério! (risos). A decoração era estilo antigo, com cortinas pesadas e escuras, movéis da década de nem sei quanto, roupas de camas vermelho sangue, e pior: tinha um quadro de uma mulher pintado a mão muito horrível, uma mulher que dava medo! Até para ir no banheiro escovar os dentes (o quarto era suíte) o Victor pedia que eu o acompanhasse...Dá uma lida nos procedimentos iniciais:
Entramos no quarto e a primeira ação do Victor foi retirar o quadro da parede e virar ao contrário. Só que do lado contrário também tinha a marca dos traços da mulher de lápis (ai que medaaa!). Colocamos detrás do guarda-roupa, e para quebrar o silêncio e o nosso medo, liguei a televisão.
Ah! Prontinho! É só ter barulho, movimento, diálogo, vida que meu medo passou quase por completo! Fomos enfim dormir! Eu já sem medo e o Victor...bem o Victor não dormiu tão tranquilo assim! (risos)
Obs.: Desculpem, não tivemos coragem de fotografar o quarto com o retrato da mulher, só sem o retrato. Mas procurei pela internet e vocês podem conferir pelo orkut...Não está muito bom não, mas dá pra ver! (risos)
Chegamos cerca de três horas mais cedo, e o check in é igual ao de avião. Eu já imaginava mais ou menos como seria o interior do buque porque tinha lido sobre e visto uma foto, mas para o Victor foi uma grande surpresa! Ele adorou! Achou muito lindo, muito chique, um luxo! Foi a partir daqui que a nossa viagem começou a melhorar, podemos dizer assim...Não por causa do luxo do buque, nada disso, mas porque estávamos saindo de Buenos Aires e indo para outro país, que era o que o Victor no fundo queria. Nas quase três horas de viagem (tem o buque rápido que é de uma hora mas não quisemos) pudemos descansar, curtir o Rio de La Plata, olhar o freeshop (é, lá dentro tem um!).
Chegamos em Colonia Del Sacramento que é uma cidadezinha histórica! Vilas, muros de pedra, pracinhas, carros antigos, igrejas, farol, museus...resumindo é isso, uma colônia boa para apreciar e andar! Uma tarde é o suficiente para conhecer tudo de bom que a cidade oferece!
O mais estranho quando a gente entrou no Uruguay por Colonia Del Sacramento são as cédulas e os preços das coisas. As notas são de 500, 200, 50, 20 (essas duas últimas tudo normal pra gente) e a de 10 pesos urugaios é uma moeda grossa e grande! Quanto aos preços não é que são caros (pelo contrário, você pega tudo e divide por 10, esse é o preço em reais, olha que maravilha!! *__* mas é que uma comida são 250 pesos uruguaios, roupas de 199,00; 299,00; 399,00...A gente se assusta um pouco, até acostumar né? (risos)
Pegamos um ônibus na Rodoviária por cerca de 190 pesos uruaguaios cada um (19 reais) e seguimos para Montevideo, capital do país. Depois de duas horas e meia de viagem chegamos no hotel que tinhamos reservado pela internet. Me desculpem leitores, mas tenho que dedicar um parágrafo para contar isso para vocês:
A entrada do hotel era beleza, mais organizado e de melhor aparência em comparação com os dois de Buenos Aires que havíamos ficado. Mas ao entrarmos no quarto... O Victor quase teve um treco de tanto medo que ficou com o aspecto! Batizamos-o de quarto do horror, quarto do drácula...
O Victor sentiu um frio que percorreu todo o corpo dele, de tanto pavor! E descobri que ele é mais medroso que eu, fala sério! (risos). A decoração era estilo antigo, com cortinas pesadas e escuras, movéis da década de nem sei quanto, roupas de camas vermelho sangue, e pior: tinha um quadro de uma mulher pintado a mão muito horrível, uma mulher que dava medo! Até para ir no banheiro escovar os dentes (o quarto era suíte) o Victor pedia que eu o acompanhasse...Dá uma lida nos procedimentos iniciais:
Entramos no quarto e a primeira ação do Victor foi retirar o quadro da parede e virar ao contrário. Só que do lado contrário também tinha a marca dos traços da mulher de lápis (ai que medaaa!). Colocamos detrás do guarda-roupa, e para quebrar o silêncio e o nosso medo, liguei a televisão.
Ah! Prontinho! É só ter barulho, movimento, diálogo, vida que meu medo passou quase por completo! Fomos enfim dormir! Eu já sem medo e o Victor...bem o Victor não dormiu tão tranquilo assim! (risos)
Obs.: Desculpem, não tivemos coragem de fotografar o quarto com o retrato da mulher, só sem o retrato. Mas procurei pela internet e vocês podem conferir pelo orkut...Não está muito bom não, mas dá pra ver! (risos)
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
Zoo do Lujan (o máááximo!) e Show de Tango no Tango Porteño!
Levantamos (na verdade eu levantei, porque o Victor eu diria que mal dormiu) e fomos tomar café no Café Tortoni. Como era terça-feira e bem cedo, não foi preciso fazer reserva e o local estava com pouca gente.
O café Tortoni é lindo, há outras duas partes que você tem que entrar e explorar, sendo uma um palco bem legal e a outra uma espécie de mini museu. Achava que pelo lugar ser bem cotado e um ponto turístico, o preço ia ser absurdamente caro, mas nem foi tão caro assim. (não me lembro do valor agora e eu me dei um pouco de férias de ficar anotando todas as contas ! Risos!)
Seguimos de taxi do Café Tortoni até a Plaza Itália porque o Victor ainda estava indisposto e compramos na Av. Sarmiento as passagens do ônibus Atlântida número 57 e seguimos viagem para o Zoo do Lujan, cerca de uma hora e meia de Buenos Aires de ônibus por 10 pesos cada um. A entrada foi 50 pesos por pessoa, com direito a andar de trem pelo Zoo, uma volta de dromedário, uma volta de pônei (mas esse não fizemos porque fiquei com dó dos bichinhos) além da entrada na jaula dos tigres, leões, filhotes e afins.
Sim, é isso mesmo! O barato desse Zoo é que você passa a mão nos felinos! E dá comida para o elefante! E passa a mão nas Ilhamas espalhadas pelo Zoo! Não preciso nem descrever aqui o quão legal é, a adrenalina que dá e a emoção que fica do passeio... Entrar na jaula é de boa, passar a mão também...agora quando os felinos resolvem olhar no seu olho...MEU DEUS, que medo! Parecem que querem te devorar!
No final desse passeio, devido ao dia anterior e a noite que o Victor passou mal, ele estava um pouco mais fechado, mais calado...E quando saimos do ônibus para entramos no Zoo, começamos a nos interagir com um grupo de Brasileiros, mas devido ao humor do Victor ficou uma situação de eu tentar interagir e o Victor ficar mais na dele...
Parei para pensar depois em como é fácil nós julgarmos um momento, uma situação, e em como nós retiramos o sujeito do seu aspecto amplo e complexo e reduzimos-o naquele dado momento...Isso porque o Victor ficou taxado como ignorante, chato, sem graça e anti-social e quem o conhece, sabe que ele não é assim! Ele é super gente boa, bem humorado, amigo...Até o anti-social não o pertence mais! Rsrs! No exemplo aqui do Victor, ele estava assim porque tinha passado muito (muito mesmo) mal a noite!
Enfim, pensemos antes de julgar...ou melhor, não julguemos! Todos nós temos histórias de vidas que nos compõe, assimilações da vida de forma diferente, traumas, complexos e (acredito eu) que até vidas passadas que compõe o nosso eu abrangente! Como julgar diante dessa infinitude que somos nós?
Chegamos em Buenos Aires lá pelas 19:00 do dia, e falo dia porque aqui anoitece lá pelas 20:00! Compramos na Av. 9 de Julho os ingressos para o show de Tango e tomamos café em outro lugar que os viajantes recomendam, o Petit Colon. Não vi nada demais e achei o lugar mais caro do que no Café Tortoni...
Voltamos para o Hotel, nos arrumamos e saimos em cima da hora para o show de tango (ô tempo que cooooorre meu Deus, não vou me cansar de falar isso, sério.). Penamos um pouco para encontrar a parada certa do ônibus (não sei se eu já falei aqui, mas cada número do BUS para na sua própria parada) e não esperamos nem 1 minuto e fomos. Aliás, transporte público aqui é uma beleza! No máximo 1,25 pesos a passagem, subsidiada pelo Estado Nacional, e você não espera quase nada, passa ônibus direeeto e para tudo quanto é canto. Quando vi que as paradas não tinham banco, cheguei a achar ruim mas depois vi que não era nem um pouco necessário!
O show de tango no Tango Porteño foi o máximo! Fugimos do Senõr Tango porque ouvimos falar que era muito estilo Broadway, que não se via um tango de verdade, que era mais cena do que a dança. Não posso afirmar isso aqui, até mesmo porque eu não fui. Mas posso elogiar o Tango Porteño, que é realmente fantástico. Dá vontade de ver mais uma, duas, três vezes...
É incrivel como todo mundo vai a um show de tango "chique nos úrtimo"! Todo mundo muito bem vestido, como se estivessem indo a um baile de gala! Tá certo que na portaria estava dizendo que era proibida a entrada com chinelas e bermudas, mas o povo se enfeita mesmo!
Acabou 00:00, não conseguimos tirar foto da entrada pela falta de bateria da câmera mas ficamos de voltar lá para tirar e fomos embora de... ônibus. E depois de pedir socorro para trocar nossa cédula por moedas na rua!.
Ai, essa história de somente "monedas" nos ônibus me matam... (risos)
O café Tortoni é lindo, há outras duas partes que você tem que entrar e explorar, sendo uma um palco bem legal e a outra uma espécie de mini museu. Achava que pelo lugar ser bem cotado e um ponto turístico, o preço ia ser absurdamente caro, mas nem foi tão caro assim. (não me lembro do valor agora e eu me dei um pouco de férias de ficar anotando todas as contas ! Risos!)
Seguimos de taxi do Café Tortoni até a Plaza Itália porque o Victor ainda estava indisposto e compramos na Av. Sarmiento as passagens do ônibus Atlântida número 57 e seguimos viagem para o Zoo do Lujan, cerca de uma hora e meia de Buenos Aires de ônibus por 10 pesos cada um. A entrada foi 50 pesos por pessoa, com direito a andar de trem pelo Zoo, uma volta de dromedário, uma volta de pônei (mas esse não fizemos porque fiquei com dó dos bichinhos) além da entrada na jaula dos tigres, leões, filhotes e afins.
Sim, é isso mesmo! O barato desse Zoo é que você passa a mão nos felinos! E dá comida para o elefante! E passa a mão nas Ilhamas espalhadas pelo Zoo! Não preciso nem descrever aqui o quão legal é, a adrenalina que dá e a emoção que fica do passeio... Entrar na jaula é de boa, passar a mão também...agora quando os felinos resolvem olhar no seu olho...MEU DEUS, que medo! Parecem que querem te devorar!
No final desse passeio, devido ao dia anterior e a noite que o Victor passou mal, ele estava um pouco mais fechado, mais calado...E quando saimos do ônibus para entramos no Zoo, começamos a nos interagir com um grupo de Brasileiros, mas devido ao humor do Victor ficou uma situação de eu tentar interagir e o Victor ficar mais na dele...
Parei para pensar depois em como é fácil nós julgarmos um momento, uma situação, e em como nós retiramos o sujeito do seu aspecto amplo e complexo e reduzimos-o naquele dado momento...Isso porque o Victor ficou taxado como ignorante, chato, sem graça e anti-social e quem o conhece, sabe que ele não é assim! Ele é super gente boa, bem humorado, amigo...Até o anti-social não o pertence mais! Rsrs! No exemplo aqui do Victor, ele estava assim porque tinha passado muito (muito mesmo) mal a noite!
Enfim, pensemos antes de julgar...ou melhor, não julguemos! Todos nós temos histórias de vidas que nos compõe, assimilações da vida de forma diferente, traumas, complexos e (acredito eu) que até vidas passadas que compõe o nosso eu abrangente! Como julgar diante dessa infinitude que somos nós?
Chegamos em Buenos Aires lá pelas 19:00 do dia, e falo dia porque aqui anoitece lá pelas 20:00! Compramos na Av. 9 de Julho os ingressos para o show de Tango e tomamos café em outro lugar que os viajantes recomendam, o Petit Colon. Não vi nada demais e achei o lugar mais caro do que no Café Tortoni...
Voltamos para o Hotel, nos arrumamos e saimos em cima da hora para o show de tango (ô tempo que cooooorre meu Deus, não vou me cansar de falar isso, sério.). Penamos um pouco para encontrar a parada certa do ônibus (não sei se eu já falei aqui, mas cada número do BUS para na sua própria parada) e não esperamos nem 1 minuto e fomos. Aliás, transporte público aqui é uma beleza! No máximo 1,25 pesos a passagem, subsidiada pelo Estado Nacional, e você não espera quase nada, passa ônibus direeeto e para tudo quanto é canto. Quando vi que as paradas não tinham banco, cheguei a achar ruim mas depois vi que não era nem um pouco necessário!
O show de tango no Tango Porteño foi o máximo! Fugimos do Senõr Tango porque ouvimos falar que era muito estilo Broadway, que não se via um tango de verdade, que era mais cena do que a dança. Não posso afirmar isso aqui, até mesmo porque eu não fui. Mas posso elogiar o Tango Porteño, que é realmente fantástico. Dá vontade de ver mais uma, duas, três vezes...
É incrivel como todo mundo vai a um show de tango "chique nos úrtimo"! Todo mundo muito bem vestido, como se estivessem indo a um baile de gala! Tá certo que na portaria estava dizendo que era proibida a entrada com chinelas e bermudas, mas o povo se enfeita mesmo!
Acabou 00:00, não conseguimos tirar foto da entrada pela falta de bateria da câmera mas ficamos de voltar lá para tirar e fomos embora de... ônibus. E depois de pedir socorro para trocar nossa cédula por moedas na rua!.
Ai, essa história de somente "monedas" nos ônibus me matam... (risos)
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Cadê os eletrônicos dessa cidade? Tudo terminou com uma baita infecção intestinal...
Nos permitimos acordar mais tarde, e hoje queríamos comprar uma câmera filmadora Sony para o Victor. O Pablo tinha nos falado da Sony Stile no Shopping Abasto que fica na Av. Corrientes, e lá fomos nós dar uma andada nessa avenida. Percebemos que no meio do caminho não tinha muitas lojas de eletrônicos, se achamos duas foi muito! E nelas mal tinham duas filmadoras!
Perguntamos muito na rua (porque em qualquer lugar quem tem boca vai a Roma - se for vaia não está valendo para a frase =P) e de tanto perguntar ficamos igual barata tonta e não fomos foi em lugar nenhum. Quando fomos ver, estávamos na Calle Florida, cambiando mais dinheiro e na loja Falabella que um brasileiro tinha nos recomendado (e só tinha duas filmadoras ¬¬).
Deus do Céu, cadê os eletrônicos dessa cidade? Fomos parar na Av. Cabildo, que é um tipo de centro de Taguatinga e distante do centro de Buenos, a mesma Av. que usamos para ir até o trabalho da Nathy. Lá tinha uma Sony Stile, e ficamos por cerca de uma hora lá dentro. Saimos e levamos a câmera de modelo 000-00. Não, você não está enganado, esse modelo realmente não existe ¬¬. E nessa história, já eram 4 horas da tarde.
Já estava agoniada nos dois primeiros dias em Buenos Aires porque queria conhecer tudo o que tinha lido sobre a cidade (e não foi pouca coisa) e hoje foi um dia de mais agonia ainda. Não sei o que está acontecendo, essa cidade é grande demais, eu estou eufórica demais e não estou aproveitando com calma e tranquilidade, pelo contrário, estou estressada, com a cabeça a mil por hora. Pensa no hotel (nós já estamos hospedados em um diferente do primeiro e só vamos ficar até dia 19 e seguimos pro Uruguay) , pensa nos pontos turísticos, erra o caminho com o mapa na mão (eu já falei que sou péssima com mapas e o Victor nem toca neles? Pois é.), pensa nos meios de transporte, anda muitas e muitas quadras, pensa no tanto de coisas que ainda tem pra fazer na própria Buenos, mas que os dias são tomados pelas idas a outras localizações (Colón, Colonia Del Sacramento, Montevideo, Punta Del Este, Mar Del Plata), enfim, a pergunta que o próprio Victor me fez é: "Luísa, você está descansando?" Droga, não, eu não estou.
Como havia dito, saimos da Sony de mãos vazias, porque decidimos que compensaria comprar a filmadora no Brasil pela internet. Aliás, compras é algo que não está rolando nessa viagem até o momento. Mal temos tempo para conhecer a cidade, imagina para fazer compras! Em seguida fomos para Plaza Itália novamente, porque lá não só tem o Zoo de Buenos Aires, mas o Parque 3 de Febrero, Jardim Japonês, Jardim Botânico...
Como sempre, eu e minha agonia quisemos visitar tudo em menos de três horas, considerando que chegamos no local quase cinco da tarde...Fomos primeiro no Jardim Botânico dando uma passada rápida e diria até um pouco estressados. Andamos muito, muito, nas demais áreas verdes da Plaza Itália. O Jardim Japonês estava para fechar e não deu pra conhecer.
Terminamos a andança em frente ao planetário de Buenos Aires (que também estava fechado pra variar ¬¬) cansados, estressados e com a sensação de "que saco essas férias". Tinhamos pensado em assistir um Tango no Tango Porteño às 22:15 da noite na Av. 9 de Julho (Cerrito) por isso a sensação de correria, de passagem de tempo rápida. Pensamos em Jantar em Palermo Soho dali mesmo onde estávamos, considerando que era perto da Plaza Itália.
Para escolher e saber qual restaurante foi outra luta, porque tinhamos muitas opções mas não sabiamos qual estaria mais perto do local que estávamos. O Netbook ajudou muito durante todo esse tempo, e para frustar ainda mais a bateria acabou. Depois de andar (muito de novo) por sorte nos deparamos com um dos restaurantes que estava anotado no nosso roteiro.
O que dizer desse lugar? Nós estávamos estressados, nem havíamos nos arrumado para ir jantar...Mas o restaurante "El Último Beso" é realmente lindo, incrível, mágico! Gente que decoração mais romântica, que lugar mais fino! Parecia aquelas decorações de casamentos em um estilo romântico sabe? Foi muito bom conhecer esse lugar.
Quero aqui fazer uma reflexão. Percebi hoje que não adianta dinheiro, não adianta oportunidades, não adianta os melhores lugares do mundo...Se você não está bem interiormente, nada disso fica bom, muito pouco do que vem do externo melhora alguma coisa. O que vale é o sentimento, é o estar bem consigo mesmo e com os outros independentemente das circunstâncias. Estou falando isso porque estávamos em um restaurante lindo como esse mas cansados e estressados, sem papo, sem risos. Sem papos e sem risos na verdade todos esses dias até agora. Lembro que no Brasil, ficamos tão bem! Não sei se é porque é tudo mais familiar, mais seguro... Mas enfim!
Na volta para o hotel e em cima da hora para comprar o show de tango no tango porteño (160 pesos cada um só o show) nos perdemos mais uma vez ao sairmos do subte (metrô) e passamos do horário. Fomos para o hotel e a noite não foi nada agradável. O Victor teve uma infecção intestinal brava, com direito a enxaqueca, vômitos e dores a noite inteira. Lembramos do peixe da hora do almoço distante do centro, na Av. Cabildo que eu não tinha gostado muito mas o victor tinha achado "uma delícia" (risos)! O engraçado foi que a noite no hotel, foi só falar a frase "peixe do almoço" que o organismo dele respondeu com um ataque de vômito na mesma hora (eca!). Eu passei um pouco mal, mas sou realmente boa nesse lance de ignorar as coisas ruins e seguir em frente. Creio que mando mais no meu corpo do que ele em mim. Como assim? Ah, deixa pra lá!
Confesso que acreditava na probabilidade de 80% desse acontecimento ocorrer. Tinha inclusive, trago do Brasil uns (muitos) remédios para o estômago. Oxi, tá pensando que eu não conheço o namonoivido que "eu tenho"? Risos!
E vamos que amanhã tem mais! ;)
Perguntamos muito na rua (porque em qualquer lugar quem tem boca vai a Roma - se for vaia não está valendo para a frase =P) e de tanto perguntar ficamos igual barata tonta e não fomos foi em lugar nenhum. Quando fomos ver, estávamos na Calle Florida, cambiando mais dinheiro e na loja Falabella que um brasileiro tinha nos recomendado (e só tinha duas filmadoras ¬¬).
Deus do Céu, cadê os eletrônicos dessa cidade? Fomos parar na Av. Cabildo, que é um tipo de centro de Taguatinga e distante do centro de Buenos, a mesma Av. que usamos para ir até o trabalho da Nathy. Lá tinha uma Sony Stile, e ficamos por cerca de uma hora lá dentro. Saimos e levamos a câmera de modelo 000-00. Não, você não está enganado, esse modelo realmente não existe ¬¬. E nessa história, já eram 4 horas da tarde.
Já estava agoniada nos dois primeiros dias em Buenos Aires porque queria conhecer tudo o que tinha lido sobre a cidade (e não foi pouca coisa) e hoje foi um dia de mais agonia ainda. Não sei o que está acontecendo, essa cidade é grande demais, eu estou eufórica demais e não estou aproveitando com calma e tranquilidade, pelo contrário, estou estressada, com a cabeça a mil por hora. Pensa no hotel (nós já estamos hospedados em um diferente do primeiro e só vamos ficar até dia 19 e seguimos pro Uruguay) , pensa nos pontos turísticos, erra o caminho com o mapa na mão (eu já falei que sou péssima com mapas e o Victor nem toca neles? Pois é.), pensa nos meios de transporte, anda muitas e muitas quadras, pensa no tanto de coisas que ainda tem pra fazer na própria Buenos, mas que os dias são tomados pelas idas a outras localizações (Colón, Colonia Del Sacramento, Montevideo, Punta Del Este, Mar Del Plata), enfim, a pergunta que o próprio Victor me fez é: "Luísa, você está descansando?" Droga, não, eu não estou.
Como havia dito, saimos da Sony de mãos vazias, porque decidimos que compensaria comprar a filmadora no Brasil pela internet. Aliás, compras é algo que não está rolando nessa viagem até o momento. Mal temos tempo para conhecer a cidade, imagina para fazer compras! Em seguida fomos para Plaza Itália novamente, porque lá não só tem o Zoo de Buenos Aires, mas o Parque 3 de Febrero, Jardim Japonês, Jardim Botânico...
Como sempre, eu e minha agonia quisemos visitar tudo em menos de três horas, considerando que chegamos no local quase cinco da tarde...Fomos primeiro no Jardim Botânico dando uma passada rápida e diria até um pouco estressados. Andamos muito, muito, nas demais áreas verdes da Plaza Itália. O Jardim Japonês estava para fechar e não deu pra conhecer.
Terminamos a andança em frente ao planetário de Buenos Aires (que também estava fechado pra variar ¬¬) cansados, estressados e com a sensação de "que saco essas férias". Tinhamos pensado em assistir um Tango no Tango Porteño às 22:15 da noite na Av. 9 de Julho (Cerrito) por isso a sensação de correria, de passagem de tempo rápida. Pensamos em Jantar em Palermo Soho dali mesmo onde estávamos, considerando que era perto da Plaza Itália.
Para escolher e saber qual restaurante foi outra luta, porque tinhamos muitas opções mas não sabiamos qual estaria mais perto do local que estávamos. O Netbook ajudou muito durante todo esse tempo, e para frustar ainda mais a bateria acabou. Depois de andar (muito de novo) por sorte nos deparamos com um dos restaurantes que estava anotado no nosso roteiro.
O que dizer desse lugar? Nós estávamos estressados, nem havíamos nos arrumado para ir jantar...Mas o restaurante "El Último Beso" é realmente lindo, incrível, mágico! Gente que decoração mais romântica, que lugar mais fino! Parecia aquelas decorações de casamentos em um estilo romântico sabe? Foi muito bom conhecer esse lugar.
Quero aqui fazer uma reflexão. Percebi hoje que não adianta dinheiro, não adianta oportunidades, não adianta os melhores lugares do mundo...Se você não está bem interiormente, nada disso fica bom, muito pouco do que vem do externo melhora alguma coisa. O que vale é o sentimento, é o estar bem consigo mesmo e com os outros independentemente das circunstâncias. Estou falando isso porque estávamos em um restaurante lindo como esse mas cansados e estressados, sem papo, sem risos. Sem papos e sem risos na verdade todos esses dias até agora. Lembro que no Brasil, ficamos tão bem! Não sei se é porque é tudo mais familiar, mais seguro... Mas enfim!
Na volta para o hotel e em cima da hora para comprar o show de tango no tango porteño (160 pesos cada um só o show) nos perdemos mais uma vez ao sairmos do subte (metrô) e passamos do horário. Fomos para o hotel e a noite não foi nada agradável. O Victor teve uma infecção intestinal brava, com direito a enxaqueca, vômitos e dores a noite inteira. Lembramos do peixe da hora do almoço distante do centro, na Av. Cabildo que eu não tinha gostado muito mas o victor tinha achado "uma delícia" (risos)! O engraçado foi que a noite no hotel, foi só falar a frase "peixe do almoço" que o organismo dele respondeu com um ataque de vômito na mesma hora (eca!). Eu passei um pouco mal, mas sou realmente boa nesse lance de ignorar as coisas ruins e seguir em frente. Creio que mando mais no meu corpo do que ele em mim. Como assim? Ah, deixa pra lá!
Confesso que acreditava na probabilidade de 80% desse acontecimento ocorrer. Tinha inclusive, trago do Brasil uns (muitos) remédios para o estômago. Oxi, tá pensando que eu não conheço o namonoivido que "eu tenho"? Risos!
E vamos que amanhã tem mais! ;)
domingo, 16 de janeiro de 2011
Último dia em Colón, Termas San Jose, e novo hotel.
Desmontamos a barraca, e o roteiro de hoje era irmos para Termas San Jose, uma cidadezinha próxima a Colón. Antes paramos em Colón para tomarmos café e a Nathy, como sempre muito solícita, quis passar pelo Rio Uruguai da cidade. Aí fui entender porque tante gente a noite no dia anterior: eles utilizam o Rio igual praia! Tem areia, guarda-sol, enfim, você olha e quase se confunde com litoral! Eu achei a idéia muito interessante, porque apesar de praia ser tudo de bom, vamos combinar que a água salgada no corpo é um saco né?
Seguimos para San Jose, e fomos para Termas, que me lembra muito Caldas Novas (O Victor achou que nada a ver). Estava um sol de rachar, sem noção, 40 graus! Só que nós não desanimamos e apesar do calor insuportável, entramos nas piscinas e ficamos relaxados! Foi ótimo as hidromassagens nas minhas pernas e na lombar do Victor, essa dor insuportável que nos seguiam há dias.
No caminho de volta, a Nathy mais uma vez muito fofa sugeriu que passassemos no Palácio São José, que foi a casa do General Urquiza (falando assim parece que conheço tudo sobre o tal, mas nunca vi mais gordo). Foi fantástico! Tivemos que fazer a visita bem corrida porque o céu acusava um temporal pela frente, mas foi muito interessante! Estávamos em um palácio mesmo, com tudo original da época. Me senti aquelas senhoras, com aqueles vestidos lindos, tamanha era a realidade do lugar.
Chegamos em Buenos Aires a noite, fomos para um outro hotel diferente do que estávamos e comemos rodízio de pizzas, massas, empanadas e saladas na Free, por 25 pesos por pessoa! Ah, desse lugar eu gostei e recomendo! (Risos!).
Chegamos tarde e exaustos no Hotel, mas penso que duas pessoas estavam muito mais que nós: Nathy e Pablo, sem sombra de dúvidas.
Obs.: Sinto que do primeiro hotel para o segundo, estamos subindo de nível...o primeiro tinha banheiro compartilhado, nesse segundo tinha banheiro, Tv e ventilador no quarto...Mas não se iludam, os dois são feios e tem um clima de velho que dói...Huauahaeuahea!
Seguimos para San Jose, e fomos para Termas, que me lembra muito Caldas Novas (O Victor achou que nada a ver). Estava um sol de rachar, sem noção, 40 graus! Só que nós não desanimamos e apesar do calor insuportável, entramos nas piscinas e ficamos relaxados! Foi ótimo as hidromassagens nas minhas pernas e na lombar do Victor, essa dor insuportável que nos seguiam há dias.
No caminho de volta, a Nathy mais uma vez muito fofa sugeriu que passassemos no Palácio São José, que foi a casa do General Urquiza (falando assim parece que conheço tudo sobre o tal, mas nunca vi mais gordo). Foi fantástico! Tivemos que fazer a visita bem corrida porque o céu acusava um temporal pela frente, mas foi muito interessante! Estávamos em um palácio mesmo, com tudo original da época. Me senti aquelas senhoras, com aqueles vestidos lindos, tamanha era a realidade do lugar.
Chegamos em Buenos Aires a noite, fomos para um outro hotel diferente do que estávamos e comemos rodízio de pizzas, massas, empanadas e saladas na Free, por 25 pesos por pessoa! Ah, desse lugar eu gostei e recomendo! (Risos!).
Chegamos tarde e exaustos no Hotel, mas penso que duas pessoas estavam muito mais que nós: Nathy e Pablo, sem sombra de dúvidas.
Obs.: Sinto que do primeiro hotel para o segundo, estamos subindo de nível...o primeiro tinha banheiro compartilhado, nesse segundo tinha banheiro, Tv e ventilador no quarto...Mas não se iludam, os dois são feios e tem um clima de velho que dói...Huauahaeuahea!
sábado, 15 de janeiro de 2011
Em Colón, uns 300Km de Buenos Aires
Amanhecemos em Colón (Mais uma vez, muuuuito obrigada Nathy, você é uma fofa, não tem como agradecer tamanha hospitalidade e preocupação!). Como fomos dormir tarde montando a barraca no camping, acordamos por volta das 09:00 da manhã. O camping ficava há uns 20Km da cidade de Colón, e de manhã fomos na cidade para tomar café. Foi legal interagir com três argentinos e com uma "brasileiraargentina", principalmente pra ficar escutando o dialeto espanhol. Na manhã deu pra gente ver a pracinha da cidade, e o rio Uruguai, que também é banhado pelo Camping em que nós ficamos.
Voltamos e a tarde no Camping foi muito agradável! Tomamos banho no Rio Uruguai, que segundo o Victor "parece que o verde que tem do outro lado do rio é da Europa". O mais legal é saber que tomamos banho e na nossa frente do outro lado já era o Uruguay! Foi meio que um desestresse da cidade grande que é Buenos Aires, relaxa da agonia que eu estava de querer em dois dias abraçar toda a cidade, visitar todos os pontos que eu tenho a cabeça e não conseguir.
A companhia da Nathy e dos demais argentinos foi muito gratificante, e tá certo que muitas vezes não tinha nem como interagir por causa da barreira que é o idioma, mesmo assim o relacionamento foi muito bom. A noite comemos as carnes chorizo, assado e costellas (acho que são esses os nomes) feito na churrasqueira pelo nosso amigo argentino, e como sempre, a carne muito boa. Fizeram companhia pra gente uns três sapos e quando fui tomar banho mais um também fez (tô falando sério, e eles eram até grandes!).
O tempo passou voando, queríamos ter pego o carnaval na Cidade de Colón a noite, mas pela hora que chegamos só vimos a mesma pracinha a noite, muito mais bonita e a cidade bombando. Fiquei me perguntando porque tanta gente numa cidadezinha dessa, porque tinha tanta badalação.
Fui descobrir no dia seguinte.
Voltamos e a tarde no Camping foi muito agradável! Tomamos banho no Rio Uruguai, que segundo o Victor "parece que o verde que tem do outro lado do rio é da Europa". O mais legal é saber que tomamos banho e na nossa frente do outro lado já era o Uruguay! Foi meio que um desestresse da cidade grande que é Buenos Aires, relaxa da agonia que eu estava de querer em dois dias abraçar toda a cidade, visitar todos os pontos que eu tenho a cabeça e não conseguir.
A companhia da Nathy e dos demais argentinos foi muito gratificante, e tá certo que muitas vezes não tinha nem como interagir por causa da barreira que é o idioma, mesmo assim o relacionamento foi muito bom. A noite comemos as carnes chorizo, assado e costellas (acho que são esses os nomes) feito na churrasqueira pelo nosso amigo argentino, e como sempre, a carne muito boa. Fizeram companhia pra gente uns três sapos e quando fui tomar banho mais um também fez (tô falando sério, e eles eram até grandes!).
O tempo passou voando, queríamos ter pego o carnaval na Cidade de Colón a noite, mas pela hora que chegamos só vimos a mesma pracinha a noite, muito mais bonita e a cidade bombando. Fiquei me perguntando porque tanta gente numa cidadezinha dessa, porque tinha tanta badalação.
Fui descobrir no dia seguinte.
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
La Boca (caminito), Zoo de Buenos Aires e rumo a Colón. Ah! E um comentário importante sobre gastos aqui!
Mais um dia, e o último de CityTour. Para aproveitar melhor pensamos em pegar o primeiro, às 09:30 da manhã. Não tomamos café, comemos biscoito no meio do caminho mesmo (eu já disse que o tempo passa voando? A prova está aqui, demorei 8 dias para escrever e postar os textos! Mal liguei pra minha Mãe! Rs!) e tinhamos programado de descer no Bairro La Boca (Caminito) e no Bairro Palermo. E adivinhem? Só deu pra ir no Caminito, quando fomos ver, já eram duas da tarde!
Tinha lido em outros lugares que o Caminito era besta, que só andava e não tinha nada demais. Gente, eu adorei! O bairro é simples, cheio de artesanatos, bem colorido, as ruas agradáveis de se olhar... Não sei porque é algo bem mais brasileiro por lá, mas eu me senti em casa! A arte de rua, as casinhas, me senti um pouco na Bahia! Ficamos admirados com o lugar, parecia que nem estávamos em Buenos Aires que são as construções grandes e antigas...
Como ultrapassamos o limite das nossas forças ontem, hoje foi um dia que também estávamos indispostos e com dores, muitas dores. Quando chegarmos no Brasil, vamos fazer um check up medico (que eu confundo e falo muitas vezes check in - "Victor, temos que fazer um check in, isso não é normal não!").
Como não haviamos tomado café da manhã, 10:50 já estávamos sentados no restaurante El Paraiso em La Boca, pedindo nossas massas. Os argentinos comem massas e carnes como cardápio básico, igual o nosso feijão com arroz. E em falar em feijão com arroz, deixo aqui que eles não tem feijão, e o arroz no supermercado são os saquinhos de 500 gr. pra vocês verem... Nossas massas novamente estavam deliciosas, as massas e carnes daqui são realmente saborosas.
Depois andamos até o estádio de futebol La Bombonera e ficamos na entrada do Museu, e como eram por volta dos 40 pesos pra entrar cada um e estávamos cansados e com dores (muitas dores) não entramos. Nós dois não gostamos de futebol, e a entrada no Museu podia ser tirado das nossas prioridades. Voltamos pro ponto do CityTour e seguimos até a Parada Plaza Itália.
Nessa parada entramos no Zoológico de Buenos Aires, cerca de 27 pesos cada um, incluindo o aquário, reptilário, selva subtropical e passeio de barco. O Zoo é muito lindo! A gente pode dar comida na boca dos animais (tem que comprar a comida no próprio Zoo, então eu metia a minha mão na boca dos animais quando outra criança estava dando a comida - auheuhuea!!), os bichos são vistos bem de pertinhos, nem se compara com a distância do Zoo de Brasília! Tem animais diferentes, como leões marinhos, ursos, uns bichos que não sei o nome que ficam pelo Zoo, que a gente pode passar a mão! Para criança esse Zoo é o sonho! Tem carrosel dentro, o aquario e o reptilário são o máximo! Quando você entra na selva subtropical nem parece que você está no Zoo... Bem e o passeio de barco...mais uma vez não tinha mais tempo (que sacooooo e agoniaaaaa!) e a fila (mais uma vez também) estava enorme. Posso dizer que para mim até agora foi o que mais gostei! e para o Victor foi o CityTour.
Depois fomos pra um lugar um pouco distante do centro, porque combinamos com a Nathy de estarmos 18:00h em frente ao trabalho dela e seguirmos viagem para uma cidade chamada Colón. Vocês já imaginam a aventura de dois idosos que mal sabem andar em Brasília para andar por Argentina. Para andar por aqui não é difícil, cada quadra tem exatamente 100 metros então você sabe quanto vai andar, e o mapa ajuda muito, tem os números e nomes das ruas direitinho...o único problema é que sou péssima com mapas. E o Victor nem pega neles, deixando tudo pra eu fazer e decidir (eu quero é novidade...rs!). Andamos de metrô pela primeira vez (isso foi fácil) e depois pegamos um ônibus (muito difícil, não se sabe qual pegar e quando você sobe, tem que dizer o destino pro motorista para ele dizer qual valor da passagem e você colocar as moedas (só moedas) na máquina. Diziam que ela não devolvia o troco, mas comigo todas as vezes devolveu. Assim que descemos do ônibus, ao invés de descermos a rua nós subimos. Pronto, perdidos pela Argentina. Tivemos que voltar tuuuudo de novo e no meio do caminho tem mais uma história:
O Victor p... comigo porque eu tinha errado o caminho e tivemos que descer tudo o que haviamos subido (isso é o que acontece quando você tem que fazer tudo ¬¬) resultou em uma das nossas "brigas bem humoradas" que a gente leva a situação na esportiva e ri de tudo ao invés de discutirmos. O fato é que eu ficava jogando a chinela nele no meio da rua (mas não acertei nenhuma, droga =P) e ele pegou minha chinela e jogou na grama de uma casa que a gente achou que era só subir uma escada para pegá-la de volta, mas quando nos demos conta, tinha um portão ao invés da tal da escada. Era só pular o portão que era bem baixinho mas na calçada descia uma mulher que viu TODA a cena e quando vimos... a mulher era a dona da casa! O Victor saiu na frente rindo e eu morta de sem graça enfrentando a cara de bruxa do 71 da mulher, com raiva mesmo! Pensem! Pronto. Deixamos a nossa marca de "esses brasileiros são uns @#$%" na Argentina.
Para finalizar, quero deixar um comentário de gastos na Argentina. Fiz (ou fizemos sei lá) uma imagem que as coisas aqui estariam super baratas, que eu ia poder fazer tudo o que quisesse, gastar como nunca tive coragem de gastar (vocês sabem do meu controle do dinheiro, e é graças a isso que hoje estou aqui) mas confesso que a realidade não está sendo bem essa. Não compramos e nem vamos comprar os óculos, relógios e tênis bons que não só queríamos, mas que precisávamos (meus olhos cirurgiados, sessões de 50 minutos com pacientes e pernas respectivamente que o dizem, porque não sou de supérfluos mas de necessidades) porque estamos pagando a mesma coisa que no Brasil, senão talvez até mais caro! Um prato de comida aqui está por volta de 45 pesos (19 reais), e um "baso" (copo) de suco são 12 pesos, ou seja, na cotação de hoje 5 reais e 10 centavos! Gente, fala sério, quando que no Brasil pagamos 5 reais em um copo de suco? No Mangai do pontão e olhe lá! Ah! e aqui ele cobram cerca de 6 pesos por pessoa dos intrumentos de mesa (copo, garfo, toalha...) e não fale para eles que isso é a taxa de serviço (os 10% para nós brasileiros) que não é, eles ficam bravos! Concluindo, uma refeição (eu disse uma de no mínimo três que temos que fazer diariamente) sai por volta de 130 pesos para nós dois...
Isso quer dizer que sim, estamos na argentina mas fazendo igual no Brasil: Dividindo uma refeição pra dois. É, não tem jeito. Tem coisas que simplesmente não mudam independente do lugar. (risos!)
Tinha lido em outros lugares que o Caminito era besta, que só andava e não tinha nada demais. Gente, eu adorei! O bairro é simples, cheio de artesanatos, bem colorido, as ruas agradáveis de se olhar... Não sei porque é algo bem mais brasileiro por lá, mas eu me senti em casa! A arte de rua, as casinhas, me senti um pouco na Bahia! Ficamos admirados com o lugar, parecia que nem estávamos em Buenos Aires que são as construções grandes e antigas...
Como ultrapassamos o limite das nossas forças ontem, hoje foi um dia que também estávamos indispostos e com dores, muitas dores. Quando chegarmos no Brasil, vamos fazer um check up medico (que eu confundo e falo muitas vezes check in - "Victor, temos que fazer um check in, isso não é normal não!").
Como não haviamos tomado café da manhã, 10:50 já estávamos sentados no restaurante El Paraiso em La Boca, pedindo nossas massas. Os argentinos comem massas e carnes como cardápio básico, igual o nosso feijão com arroz. E em falar em feijão com arroz, deixo aqui que eles não tem feijão, e o arroz no supermercado são os saquinhos de 500 gr. pra vocês verem... Nossas massas novamente estavam deliciosas, as massas e carnes daqui são realmente saborosas.
Depois andamos até o estádio de futebol La Bombonera e ficamos na entrada do Museu, e como eram por volta dos 40 pesos pra entrar cada um e estávamos cansados e com dores (muitas dores) não entramos. Nós dois não gostamos de futebol, e a entrada no Museu podia ser tirado das nossas prioridades. Voltamos pro ponto do CityTour e seguimos até a Parada Plaza Itália.
Nessa parada entramos no Zoológico de Buenos Aires, cerca de 27 pesos cada um, incluindo o aquário, reptilário, selva subtropical e passeio de barco. O Zoo é muito lindo! A gente pode dar comida na boca dos animais (tem que comprar a comida no próprio Zoo, então eu metia a minha mão na boca dos animais quando outra criança estava dando a comida - auheuhuea!!), os bichos são vistos bem de pertinhos, nem se compara com a distância do Zoo de Brasília! Tem animais diferentes, como leões marinhos, ursos, uns bichos que não sei o nome que ficam pelo Zoo, que a gente pode passar a mão! Para criança esse Zoo é o sonho! Tem carrosel dentro, o aquario e o reptilário são o máximo! Quando você entra na selva subtropical nem parece que você está no Zoo... Bem e o passeio de barco...mais uma vez não tinha mais tempo (que sacooooo e agoniaaaaa!) e a fila (mais uma vez também) estava enorme. Posso dizer que para mim até agora foi o que mais gostei! e para o Victor foi o CityTour.
Depois fomos pra um lugar um pouco distante do centro, porque combinamos com a Nathy de estarmos 18:00h em frente ao trabalho dela e seguirmos viagem para uma cidade chamada Colón. Vocês já imaginam a aventura de dois idosos que mal sabem andar em Brasília para andar por Argentina. Para andar por aqui não é difícil, cada quadra tem exatamente 100 metros então você sabe quanto vai andar, e o mapa ajuda muito, tem os números e nomes das ruas direitinho...o único problema é que sou péssima com mapas. E o Victor nem pega neles, deixando tudo pra eu fazer e decidir (eu quero é novidade...rs!). Andamos de metrô pela primeira vez (isso foi fácil) e depois pegamos um ônibus (muito difícil, não se sabe qual pegar e quando você sobe, tem que dizer o destino pro motorista para ele dizer qual valor da passagem e você colocar as moedas (só moedas) na máquina. Diziam que ela não devolvia o troco, mas comigo todas as vezes devolveu. Assim que descemos do ônibus, ao invés de descermos a rua nós subimos. Pronto, perdidos pela Argentina. Tivemos que voltar tuuuudo de novo e no meio do caminho tem mais uma história:
O Victor p... comigo porque eu tinha errado o caminho e tivemos que descer tudo o que haviamos subido (isso é o que acontece quando você tem que fazer tudo ¬¬) resultou em uma das nossas "brigas bem humoradas" que a gente leva a situação na esportiva e ri de tudo ao invés de discutirmos. O fato é que eu ficava jogando a chinela nele no meio da rua (mas não acertei nenhuma, droga =P) e ele pegou minha chinela e jogou na grama de uma casa que a gente achou que era só subir uma escada para pegá-la de volta, mas quando nos demos conta, tinha um portão ao invés da tal da escada. Era só pular o portão que era bem baixinho mas na calçada descia uma mulher que viu TODA a cena e quando vimos... a mulher era a dona da casa! O Victor saiu na frente rindo e eu morta de sem graça enfrentando a cara de bruxa do 71 da mulher, com raiva mesmo! Pensem! Pronto. Deixamos a nossa marca de "esses brasileiros são uns @#$%" na Argentina.
Para finalizar, quero deixar um comentário de gastos na Argentina. Fiz (ou fizemos sei lá) uma imagem que as coisas aqui estariam super baratas, que eu ia poder fazer tudo o que quisesse, gastar como nunca tive coragem de gastar (vocês sabem do meu controle do dinheiro, e é graças a isso que hoje estou aqui) mas confesso que a realidade não está sendo bem essa. Não compramos e nem vamos comprar os óculos, relógios e tênis bons que não só queríamos, mas que precisávamos (meus olhos cirurgiados, sessões de 50 minutos com pacientes e pernas respectivamente que o dizem, porque não sou de supérfluos mas de necessidades) porque estamos pagando a mesma coisa que no Brasil, senão talvez até mais caro! Um prato de comida aqui está por volta de 45 pesos (19 reais), e um "baso" (copo) de suco são 12 pesos, ou seja, na cotação de hoje 5 reais e 10 centavos! Gente, fala sério, quando que no Brasil pagamos 5 reais em um copo de suco? No Mangai do pontão e olhe lá! Ah! e aqui ele cobram cerca de 6 pesos por pessoa dos intrumentos de mesa (copo, garfo, toalha...) e não fale para eles que isso é a taxa de serviço (os 10% para nós brasileiros) que não é, eles ficam bravos! Concluindo, uma refeição (eu disse uma de no mínimo três que temos que fazer diariamente) sai por volta de 130 pesos para nós dois...
Isso quer dizer que sim, estamos na argentina mas fazendo igual no Brasil: Dividindo uma refeição pra dois. É, não tem jeito. Tem coisas que simplesmente não mudam independente do lugar. (risos!)
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
Dor e cansaço, Calle Fl(ô)rida, Câmbio, 1º dia de CityTour e dor e cansaço
Colocamos o despertador pra oito horas, mas a Dona ansiedade acordou a gente sete e quarenta e nos preparamos pra ir até a Calle Florida. Do hotel é seguir reto por uns 20 minutos, observando as belíssimas contruções antigas, que segundo o Victor parece muito com o centro de São Paulo. Dava pra ver a cara de sono dos argentinos, indo para o trabalho. Quando chegamos nessa rua, sem nenhum peso (moeda argentina) e com a fome pesada (=P) percebemos que estava tudo fechado. Depois de zanzarmos pra lugar nenhum, sermos confundidos com argentinos (alguém veio perguntar uma localização pra gente), resolvemos perguntar as horas. Foi aí que percebemos que estavávamos uma hora a frente, sendo que a república Argentina não tem horário de verão! Na verdade, não foi sete e quarenta, mas seis e quarenta quando acordamos!
Trocamos somente 30 reais em uma casa de câmbio, porque a cotação era de 2,05. Tomamos café com medialunas no BARBITA e depois fomos atrás de uma casa de câmbio. Argentinos na rua tentavam cambiar, chegamos a entrar em uns dois (com cotações beeem melhores do que as que vimos) mas como eu não aguento, quis pesquisar mais (ainda mais porque ouvimos de alguns brasileiros e pela internet sobre as notas falsas nos câmbios de rua). Entramos no Banco de La Nacion (liiindo!) e vimos que tinha a melhor cotação (2,35) mas com a fila enoooorme! Decidimos ir na Casa de Cambio Paris, que tava 2,34 na ida pro Banco de La Nacion, e quando fomos cambiar, já estava por 2,35 também.
Em seguida fomos retirar o ticket do CityTour que programamos de fazer por dois dias, e pegamos uma fila básica. O sol estava de rachar! Assim que retiramos os tickets (a gente tinha pago pela internet com 5% de desconto (http://www.buenosairesbus.com/) fomos almoçar na Calle Florida mesmo. Comemos duas massas, a minha com camarão (delicioooosooo!!) e a do Victor com um queijo branco que não sei o nome, mas que ele achou sem gosto.
É incrivel como o tempo passa rápido, sem a gente fazer quase nada! =( fui ficando agoniada porque olhamos pro relogio e já tinha passado 25 minutos do tempo que marcamos no CityTour (O Victor correu lá e viu que podiamos pegar qualquer hora, de meia em meia hora). Pegamos o CityTour e já eram 13:30 da tarde, com o sol escaldante, nos sentindo "muertos" e decidimos não parar em nenhum ponto pra explorar e sim fazer o Tour completo dentro do ônibus e usar o outro dia para pararmos.
Recomendamos o CityTour para todos que forem visitar Buenos Aires, porque é otimo pra se situar, conhecer todos os pontos no geral, e depois saber onde voltar para explorar mais. Para mim ser turista causa uma angústia por não saber o que fazer e onde fazer (a tal da inexperiência de novo...) sem contar que sinto Buenos Aires enorme e fico agoniada por querer visitar tudo e não saber como e achar que não tenho tempo, e se tenho tempo, esse corre muito, mas muito rápido!
Depois do CityTour, eu e o Victor estávamos muito mortos (se lembrem que acordamos muito cedo e ficamos iguais baratas tontas na Calle Florida, atrás do melhor câmbio) e ainda tinha um caminho pela frente a pé até o Hotel. Assim que descemos do CityTour, ao invés de irmos para o Hotel, fiquei atrás do protetor solar que comprei na farmacia que o argentino foi super simpático, me ensinando como pronunciar algumas palavras em espanhol corretamente e depois devido ao calor, fomos atrás de um sorvete. Tinha ouvido por outros blogs o tal do Freddo (que eu pronunciava errado e um senhor na rua conseguiu me entender e corrigir) em que vi um quiosque na Calle Florida mas achava que podia não ser o mesmo do que o do Shopping Galerias Pacifico (e é, é o mesmo).
Para me entenderem que eu queria uma sorveteria foi uma luta! sorveteria em espanhol é pronunciado mais ou menos "êladêria", mas como esse povo fala rápido e com a voz estranha, eu tinha entendido "gueladeria" e não deu certo, recebi um "no compriendo", tentei "ieladeria" e nada... mas enfim, comi achei o tal do Freddo na Galeria Pacifico, e pensei "o sorvete deve ser muito bom mesmo, olha essa fila!".
Nunca fui viciada em nada na minha vida, (tá pode ser que o chocolate seja um vício) mas esse sorvete Freddo...MEU DEUS, É DIVINO!! A minha preocupação agora é, como faço com a abstinência de Freddo depois que eu for embora daqui? No momento não quero pensar nisso, só pagar 22 pesos (sim, também achei muito caro) todos os dias e me deliciar com essa maravilha de sorvete...
Quando saimos do shopping, vimos uma apresentação de tango na rua e exaustos voltamos para o hotel. Andando. Andando muito, a ponto de eu e o Victor quase pedir um guincho para nos levarmos. A minha dor é nas pernas, a dele na lombar. Dois velhos com aparência de jovem, certeza.
A noite fomos telefonar no "locutório" que é super diferente! Parecem cabines de presos, tem cadeiras, espelho, tudo! Penso que poderia ter um desses no Brasil... Pra fechar a noite fomos jantar no Restaurante Desnível e conhecemos o que era Chorizo, uma espécie de linguiça.
Se a carne argentina é boa? Como diz a frase: "Melhor que isso? Só Chorizo!"
Trocamos somente 30 reais em uma casa de câmbio, porque a cotação era de 2,05. Tomamos café com medialunas no BARBITA e depois fomos atrás de uma casa de câmbio. Argentinos na rua tentavam cambiar, chegamos a entrar em uns dois (com cotações beeem melhores do que as que vimos) mas como eu não aguento, quis pesquisar mais (ainda mais porque ouvimos de alguns brasileiros e pela internet sobre as notas falsas nos câmbios de rua). Entramos no Banco de La Nacion (liiindo!) e vimos que tinha a melhor cotação (2,35) mas com a fila enoooorme! Decidimos ir na Casa de Cambio Paris, que tava 2,34 na ida pro Banco de La Nacion, e quando fomos cambiar, já estava por 2,35 também.
Em seguida fomos retirar o ticket do CityTour que programamos de fazer por dois dias, e pegamos uma fila básica. O sol estava de rachar! Assim que retiramos os tickets (a gente tinha pago pela internet com 5% de desconto (http://www.buenosairesbus.com/) fomos almoçar na Calle Florida mesmo. Comemos duas massas, a minha com camarão (delicioooosooo!!) e a do Victor com um queijo branco que não sei o nome, mas que ele achou sem gosto.
É incrivel como o tempo passa rápido, sem a gente fazer quase nada! =( fui ficando agoniada porque olhamos pro relogio e já tinha passado 25 minutos do tempo que marcamos no CityTour (O Victor correu lá e viu que podiamos pegar qualquer hora, de meia em meia hora). Pegamos o CityTour e já eram 13:30 da tarde, com o sol escaldante, nos sentindo "muertos" e decidimos não parar em nenhum ponto pra explorar e sim fazer o Tour completo dentro do ônibus e usar o outro dia para pararmos.
Recomendamos o CityTour para todos que forem visitar Buenos Aires, porque é otimo pra se situar, conhecer todos os pontos no geral, e depois saber onde voltar para explorar mais. Para mim ser turista causa uma angústia por não saber o que fazer e onde fazer (a tal da inexperiência de novo...) sem contar que sinto Buenos Aires enorme e fico agoniada por querer visitar tudo e não saber como e achar que não tenho tempo, e se tenho tempo, esse corre muito, mas muito rápido!
Depois do CityTour, eu e o Victor estávamos muito mortos (se lembrem que acordamos muito cedo e ficamos iguais baratas tontas na Calle Florida, atrás do melhor câmbio) e ainda tinha um caminho pela frente a pé até o Hotel. Assim que descemos do CityTour, ao invés de irmos para o Hotel, fiquei atrás do protetor solar que comprei na farmacia que o argentino foi super simpático, me ensinando como pronunciar algumas palavras em espanhol corretamente e depois devido ao calor, fomos atrás de um sorvete. Tinha ouvido por outros blogs o tal do Freddo (que eu pronunciava errado e um senhor na rua conseguiu me entender e corrigir) em que vi um quiosque na Calle Florida mas achava que podia não ser o mesmo do que o do Shopping Galerias Pacifico (e é, é o mesmo).
Para me entenderem que eu queria uma sorveteria foi uma luta! sorveteria em espanhol é pronunciado mais ou menos "êladêria", mas como esse povo fala rápido e com a voz estranha, eu tinha entendido "gueladeria" e não deu certo, recebi um "no compriendo", tentei "ieladeria" e nada... mas enfim, comi achei o tal do Freddo na Galeria Pacifico, e pensei "o sorvete deve ser muito bom mesmo, olha essa fila!".
Nunca fui viciada em nada na minha vida, (tá pode ser que o chocolate seja um vício) mas esse sorvete Freddo...MEU DEUS, É DIVINO!! A minha preocupação agora é, como faço com a abstinência de Freddo depois que eu for embora daqui? No momento não quero pensar nisso, só pagar 22 pesos (sim, também achei muito caro) todos os dias e me deliciar com essa maravilha de sorvete...
Quando saimos do shopping, vimos uma apresentação de tango na rua e exaustos voltamos para o hotel. Andando. Andando muito, a ponto de eu e o Victor quase pedir um guincho para nos levarmos. A minha dor é nas pernas, a dele na lombar. Dois velhos com aparência de jovem, certeza.
A noite fomos telefonar no "locutório" que é super diferente! Parecem cabines de presos, tem cadeiras, espelho, tudo! Penso que poderia ter um desses no Brasil... Pra fechar a noite fomos jantar no Restaurante Desnível e conhecemos o que era Chorizo, uma espécie de linguiça.
Se a carne argentina é boa? Como diz a frase: "Melhor que isso? Só Chorizo!"
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
O avião e eu...
Luísa Pereira Lara, 22 anos, solteira, primeira viagem de avião.
Foi mais ou menos nessa seriedade que encarei o fato de andar de avião e confesso que estava mais entusiasmada com isso do que pelo fato da viagem em si! Isso porque a primeira vez em tudo, tem sempre aquela coisa boa de expectativa, de empolgação e claro do friozinho na barriga. Esse danado, que me acompanha há quase uma semana misturado com o não conseguir dormir cedo...
Mas enfim, voei! Checkin (o mesmo que despachar as malas), passagem pelo raio x, olhar o minúsculo Free shopping do aeroporto de Brasilia (com preços absurdamente caros), esperar minutos sentada no portão de embarque e entrar no avião, decolagem (não tem lááá essas coisas de interessante, isto é, não dá tanta adrenalina quanto imaginei que seria), me assustar e apertar a mão do Victor toda vez que o avião inventa de cair pro lado e olhar pela janela, o quanto é lindo esse mundão de meu Deus!
E como estamos falando de primeira vez, queria deixar registrado aqui que inexperiência é uma praga né? Tem coisa pior que ser ignorante e levar prejuizo das coisas e da vida por não saber das coisas? (Sim, eu sei que tem coisa pior, mas no momento estou dando ênfase a isso, portanto...=P) Vejam só o que a 1ª vez de avião me rendeu (e fica aqui a dica pra quem for embarcar em vôo internacional - é um detalhe às vezes ridículo, mas todo mundo quando viaja, tem-se a primeira vez, não é mesmo?)
Chegamos no raio X do embarque internacional (em São Paulo) e passei com minha bagagem de mão... Uma mulher com uma luva e um rapaz pediram pra abrir minha bagagem, afirmando que eu não poderia passar com liquidos em embalagens a partir de 100 ml. Eu tinha duas opções: jogar tudo fora ou despachar essa maleta no andar de cima. Corri e, ao chegar, a atendente disse que o embarque já havia começado e que apesar de querer me ajudar, não poderia fazer nada. E disse ainda mais: "se fosse eu, corria porque senão você vai perder o seu vôo." Com o choro preso na garganta, sai sem rumo e não sabia se jogava as coisas fora, se dava pra alguém, se tentava esconder em algum lugar do aeroporto pra ver se dava sorte de encontrar na volta...mas o que fiz foi falar. Falar pra qualquer outro alguém essa minha angustia. Encostei em um balcão (da infraero, eu acho) onde tinha umas três mulheres e perguntei pra alguma delas se elas queriam os meus produtos, já que tinha que jogá-los fora. Fui informada que podia tentar os malex em que pagaria pra guardá-los. (obrigada companhia GOL, por ser tão solícita e dizer que queria me ajudar mas não me deu essa simples informação)
Para achar o local desse tal de Malex foi outra luta, e o tempo passando... Correndo feito louca, agoniadíssima, com o choro ainda preso na garganta até que um funcionário junto comigo começou a procurar o tal do Malex...chegando lá, a funcionária me informou que seriam 9 reais por dia...Resolvi me render ali mesmo, doando tudo pra ela que ficou com a cara mais ou menos de "você vai me dar tudo isso mesmo? Tem certeza? Não estou acreditando...coitada de você!"
Sai em disparada e ao chegar no portão de embarque ouço um: "Última chamada para o vôo 7680" dei um tchau pro freeshop de longe (esse parecia ser grande =/) e corremos. E enfim, voamos pela segunda vez. Achei o vôo de SP pra Buenos Aires mais tenso na hora de decolar e aterrisar, provavelmente por causa do tamanho do avião e das turbinas. Três horas passaram voando (com o perdão do trocadilho, rs!) e ao chegarmos em Buenos e carimbarmos o papel da imigração que preenchemos dentro do avião, demos de cara com outro freeshop (tamanho médio e senti falta de óculos e maquiagem) e não pudemos parar pra olhar porque já estávamos há uma hora atrasados, e a Nathy que ia nos pegar no aeroporto provavelmente já estava esperando há um bom tempo (queria agradecer mais uma vez por aqui a Nathy, porque dá uma segurança do caramba saber que alguém vai te pegar no aeroporto, ainda mais 22:30 da noite)
Pra finalizar a noite, comemos uma pizza em San Telmo e tomei a tal da gaseosa (refrigerante) de Pomelo, que é uma fruta típica da Argentina.
Saldo do dia:
Menos um perfume de castanha da Natura, creme de pele, shampoo, condicionador, mousse pra cabelo, demaquilante da Mary Kay (aí Prit, nessa você se deu bem, porque eu vou querer outro, ele é muuuito bom! aproveitando pra fazer uma propagandinha básica...hehehe), protetor solar lacrado e sabonete líquido
60 pesos - 1 Pizza e 2 refrigerantes e 1 "papas fritas" (batata frita)
Obs.: Quando a mãe fala, não tem jeito..."Luísa tem alguma coisa a ver que não se pode levar liquido em certa quantidade..." "Porque mãe, o que tem a ver?" (Luísa e seus porquês de tudo) "Por causa dos químicos, pode achar que você vai fabricar uma bomba, esse procedimento é uma éspecie de proteção anti terrorista" (Não exatamente nessas palavras mas é esse o contexto). O fato é que a palavra terrorista ficou na minha cabeça, e tudo o que eu colocava na mala eu pensava "ai meu Deus, com isso eles vão achar que eu sou terrorista, ai meu Deus e se com isso for algo que detecta um terrorista? E aquilo, acho que terroristas usariam..." No final das contas, eu realmente fui barrada "como uma terrorista".
Obs. 2: Eu tinha que ter uma histórias dessas para contar né?! Hauheuheuhaea!! =D
E a moral da história? Bem... antes os produtos ficarem do que eu!
Foi mais ou menos nessa seriedade que encarei o fato de andar de avião e confesso que estava mais entusiasmada com isso do que pelo fato da viagem em si! Isso porque a primeira vez em tudo, tem sempre aquela coisa boa de expectativa, de empolgação e claro do friozinho na barriga. Esse danado, que me acompanha há quase uma semana misturado com o não conseguir dormir cedo...
Mas enfim, voei! Checkin (o mesmo que despachar as malas), passagem pelo raio x, olhar o minúsculo Free shopping do aeroporto de Brasilia (com preços absurdamente caros), esperar minutos sentada no portão de embarque e entrar no avião, decolagem (não tem lááá essas coisas de interessante, isto é, não dá tanta adrenalina quanto imaginei que seria), me assustar e apertar a mão do Victor toda vez que o avião inventa de cair pro lado e olhar pela janela, o quanto é lindo esse mundão de meu Deus!
E como estamos falando de primeira vez, queria deixar registrado aqui que inexperiência é uma praga né? Tem coisa pior que ser ignorante e levar prejuizo das coisas e da vida por não saber das coisas? (Sim, eu sei que tem coisa pior, mas no momento estou dando ênfase a isso, portanto...=P) Vejam só o que a 1ª vez de avião me rendeu (e fica aqui a dica pra quem for embarcar em vôo internacional - é um detalhe às vezes ridículo, mas todo mundo quando viaja, tem-se a primeira vez, não é mesmo?)
Chegamos no raio X do embarque internacional (em São Paulo) e passei com minha bagagem de mão... Uma mulher com uma luva e um rapaz pediram pra abrir minha bagagem, afirmando que eu não poderia passar com liquidos em embalagens a partir de 100 ml. Eu tinha duas opções: jogar tudo fora ou despachar essa maleta no andar de cima. Corri e, ao chegar, a atendente disse que o embarque já havia começado e que apesar de querer me ajudar, não poderia fazer nada. E disse ainda mais: "se fosse eu, corria porque senão você vai perder o seu vôo." Com o choro preso na garganta, sai sem rumo e não sabia se jogava as coisas fora, se dava pra alguém, se tentava esconder em algum lugar do aeroporto pra ver se dava sorte de encontrar na volta...mas o que fiz foi falar. Falar pra qualquer outro alguém essa minha angustia. Encostei em um balcão (da infraero, eu acho) onde tinha umas três mulheres e perguntei pra alguma delas se elas queriam os meus produtos, já que tinha que jogá-los fora. Fui informada que podia tentar os malex em que pagaria pra guardá-los. (obrigada companhia GOL, por ser tão solícita e dizer que queria me ajudar mas não me deu essa simples informação)
Para achar o local desse tal de Malex foi outra luta, e o tempo passando... Correndo feito louca, agoniadíssima, com o choro ainda preso na garganta até que um funcionário junto comigo começou a procurar o tal do Malex...chegando lá, a funcionária me informou que seriam 9 reais por dia...Resolvi me render ali mesmo, doando tudo pra ela que ficou com a cara mais ou menos de "você vai me dar tudo isso mesmo? Tem certeza? Não estou acreditando...coitada de você!"
Sai em disparada e ao chegar no portão de embarque ouço um: "Última chamada para o vôo 7680" dei um tchau pro freeshop de longe (esse parecia ser grande =/) e corremos. E enfim, voamos pela segunda vez. Achei o vôo de SP pra Buenos Aires mais tenso na hora de decolar e aterrisar, provavelmente por causa do tamanho do avião e das turbinas. Três horas passaram voando (com o perdão do trocadilho, rs!) e ao chegarmos em Buenos e carimbarmos o papel da imigração que preenchemos dentro do avião, demos de cara com outro freeshop (tamanho médio e senti falta de óculos e maquiagem) e não pudemos parar pra olhar porque já estávamos há uma hora atrasados, e a Nathy que ia nos pegar no aeroporto provavelmente já estava esperando há um bom tempo (queria agradecer mais uma vez por aqui a Nathy, porque dá uma segurança do caramba saber que alguém vai te pegar no aeroporto, ainda mais 22:30 da noite)
Pra finalizar a noite, comemos uma pizza em San Telmo e tomei a tal da gaseosa (refrigerante) de Pomelo, que é uma fruta típica da Argentina.
Saldo do dia:
Menos um perfume de castanha da Natura, creme de pele, shampoo, condicionador, mousse pra cabelo, demaquilante da Mary Kay (aí Prit, nessa você se deu bem, porque eu vou querer outro, ele é muuuito bom! aproveitando pra fazer uma propagandinha básica...hehehe), protetor solar lacrado e sabonete líquido
60 pesos - 1 Pizza e 2 refrigerantes e 1 "papas fritas" (batata frita)
Obs.: Quando a mãe fala, não tem jeito..."Luísa tem alguma coisa a ver que não se pode levar liquido em certa quantidade..." "Porque mãe, o que tem a ver?" (Luísa e seus porquês de tudo) "Por causa dos químicos, pode achar que você vai fabricar uma bomba, esse procedimento é uma éspecie de proteção anti terrorista" (Não exatamente nessas palavras mas é esse o contexto). O fato é que a palavra terrorista ficou na minha cabeça, e tudo o que eu colocava na mala eu pensava "ai meu Deus, com isso eles vão achar que eu sou terrorista, ai meu Deus e se com isso for algo que detecta um terrorista? E aquilo, acho que terroristas usariam..." No final das contas, eu realmente fui barrada "como uma terrorista".
Obs. 2: Eu tinha que ter uma histórias dessas para contar né?! Hauheuheuhaea!! =D
E a moral da história? Bem... antes os produtos ficarem do que eu!
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