Levantamos (na verdade eu levantei, porque o Victor eu diria que mal dormiu) e fomos tomar café no Café Tortoni. Como era terça-feira e bem cedo, não foi preciso fazer reserva e o local estava com pouca gente.
O café Tortoni é lindo, há outras duas partes que você tem que entrar e explorar, sendo uma um palco bem legal e a outra uma espécie de mini museu. Achava que pelo lugar ser bem cotado e um ponto turístico, o preço ia ser absurdamente caro, mas nem foi tão caro assim. (não me lembro do valor agora e eu me dei um pouco de férias de ficar anotando todas as contas ! Risos!)
Seguimos de taxi do Café Tortoni até a Plaza Itália porque o Victor ainda estava indisposto e compramos na Av. Sarmiento as passagens do ônibus Atlântida número 57 e seguimos viagem para o Zoo do Lujan, cerca de uma hora e meia de Buenos Aires de ônibus por 10 pesos cada um. A entrada foi 50 pesos por pessoa, com direito a andar de trem pelo Zoo, uma volta de dromedário, uma volta de pônei (mas esse não fizemos porque fiquei com dó dos bichinhos) além da entrada na jaula dos tigres, leões, filhotes e afins.
Sim, é isso mesmo! O barato desse Zoo é que você passa a mão nos felinos! E dá comida para o elefante! E passa a mão nas Ilhamas espalhadas pelo Zoo! Não preciso nem descrever aqui o quão legal é, a adrenalina que dá e a emoção que fica do passeio... Entrar na jaula é de boa, passar a mão também...agora quando os felinos resolvem olhar no seu olho...MEU DEUS, que medo! Parecem que querem te devorar!
No final desse passeio, devido ao dia anterior e a noite que o Victor passou mal, ele estava um pouco mais fechado, mais calado...E quando saimos do ônibus para entramos no Zoo, começamos a nos interagir com um grupo de Brasileiros, mas devido ao humor do Victor ficou uma situação de eu tentar interagir e o Victor ficar mais na dele...
Parei para pensar depois em como é fácil nós julgarmos um momento, uma situação, e em como nós retiramos o sujeito do seu aspecto amplo e complexo e reduzimos-o naquele dado momento...Isso porque o Victor ficou taxado como ignorante, chato, sem graça e anti-social e quem o conhece, sabe que ele não é assim! Ele é super gente boa, bem humorado, amigo...Até o anti-social não o pertence mais! Rsrs! No exemplo aqui do Victor, ele estava assim porque tinha passado muito (muito mesmo) mal a noite!
Enfim, pensemos antes de julgar...ou melhor, não julguemos! Todos nós temos histórias de vidas que nos compõe, assimilações da vida de forma diferente, traumas, complexos e (acredito eu) que até vidas passadas que compõe o nosso eu abrangente! Como julgar diante dessa infinitude que somos nós?
Chegamos em Buenos Aires lá pelas 19:00 do dia, e falo dia porque aqui anoitece lá pelas 20:00! Compramos na Av. 9 de Julho os ingressos para o show de Tango e tomamos café em outro lugar que os viajantes recomendam, o Petit Colon. Não vi nada demais e achei o lugar mais caro do que no Café Tortoni...
Voltamos para o Hotel, nos arrumamos e saimos em cima da hora para o show de tango (ô tempo que cooooorre meu Deus, não vou me cansar de falar isso, sério.). Penamos um pouco para encontrar a parada certa do ônibus (não sei se eu já falei aqui, mas cada número do BUS para na sua própria parada) e não esperamos nem 1 minuto e fomos. Aliás, transporte público aqui é uma beleza! No máximo 1,25 pesos a passagem, subsidiada pelo Estado Nacional, e você não espera quase nada, passa ônibus direeeto e para tudo quanto é canto. Quando vi que as paradas não tinham banco, cheguei a achar ruim mas depois vi que não era nem um pouco necessário!
O show de tango no Tango Porteño foi o máximo! Fugimos do Senõr Tango porque ouvimos falar que era muito estilo Broadway, que não se via um tango de verdade, que era mais cena do que a dança. Não posso afirmar isso aqui, até mesmo porque eu não fui. Mas posso elogiar o Tango Porteño, que é realmente fantástico. Dá vontade de ver mais uma, duas, três vezes...
É incrivel como todo mundo vai a um show de tango "chique nos úrtimo"! Todo mundo muito bem vestido, como se estivessem indo a um baile de gala! Tá certo que na portaria estava dizendo que era proibida a entrada com chinelas e bermudas, mas o povo se enfeita mesmo!
Acabou 00:00, não conseguimos tirar foto da entrada pela falta de bateria da câmera mas ficamos de voltar lá para tirar e fomos embora de... ônibus. E depois de pedir socorro para trocar nossa cédula por moedas na rua!.
Ai, essa história de somente "monedas" nos ônibus me matam... (risos)
Dividir um pouco de si. Compartilhar. Expressar-se. Trazer para perto de si aquele que está longe. Talvez sejam esses os objetivos desse espaço, que procura relatar a vivência de 15 dias e noites fora do Brasil. Não espere grandes dicas, onde andar, o que fazer, quanto gastar nos locais em que irei passar... No entanto, quando se trata de experiências pessoais, de subjetividade...tudo isso aparece aqui e agora. Preparados para colocarem "os óculos" da Luísa?! Então vamos lá! Boa leitura!
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