sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

La Boca (caminito), Zoo de Buenos Aires e rumo a Colón. Ah! E um comentário importante sobre gastos aqui!

Mais um dia, e o último de CityTour. Para aproveitar melhor pensamos em pegar o primeiro, às 09:30 da manhã. Não tomamos café, comemos biscoito no meio do caminho mesmo (eu já disse que o tempo passa voando? A prova está aqui, demorei 8 dias para escrever e postar os textos! Mal liguei pra minha Mãe! Rs!) e tinhamos programado de descer no Bairro La Boca (Caminito) e no Bairro Palermo. E adivinhem? Só deu pra ir no Caminito, quando fomos ver, já eram duas da tarde!

Tinha lido em outros lugares que o Caminito era besta, que só andava e não tinha nada demais. Gente, eu adorei! O bairro é simples, cheio de artesanatos, bem colorido, as ruas agradáveis de se olhar... Não sei porque é algo bem mais brasileiro por lá, mas eu me senti em casa! A arte de rua, as casinhas, me senti um pouco na Bahia! Ficamos admirados com o lugar, parecia que nem estávamos em Buenos Aires que são as construções grandes e antigas...

Como ultrapassamos o limite das nossas forças ontem, hoje foi um dia que também estávamos indispostos e com dores, muitas dores. Quando chegarmos no Brasil, vamos fazer um check up medico (que eu confundo e falo muitas vezes check in - "Victor, temos que fazer um check in, isso não é normal não!").

Como não haviamos tomado café da manhã, 10:50 já estávamos sentados no restaurante El Paraiso em La Boca, pedindo nossas massas. Os argentinos comem massas e carnes como cardápio básico, igual o nosso feijão com arroz. E em falar em feijão com arroz, deixo aqui que eles não tem feijão, e o arroz no supermercado são os saquinhos de 500 gr. pra vocês verem... Nossas massas novamente estavam deliciosas, as massas e carnes daqui são realmente saborosas.

Depois andamos até o estádio de futebol La Bombonera e ficamos na entrada do Museu, e como eram por volta dos 40 pesos pra entrar cada um e estávamos cansados e com dores (muitas dores) não entramos. Nós dois não gostamos de futebol, e a entrada no Museu podia ser tirado das nossas prioridades. Voltamos pro ponto do CityTour e seguimos até a Parada Plaza Itália.

Nessa parada entramos no Zoológico de Buenos Aires, cerca de 27 pesos cada um, incluindo o aquário, reptilário, selva subtropical e passeio de barco. O Zoo é muito lindo! A gente pode dar comida na boca dos animais (tem que comprar a comida no próprio Zoo, então eu metia a minha mão na boca dos animais quando outra criança estava dando a comida - auheuhuea!!), os bichos são vistos bem de pertinhos, nem se compara com a distância do Zoo de Brasília! Tem animais diferentes, como leões marinhos, ursos, uns bichos que não sei o nome que ficam pelo Zoo, que a gente pode passar a mão! Para criança esse Zoo é o sonho! Tem carrosel dentro, o aquario e o reptilário são o máximo! Quando você entra na selva subtropical nem parece que você está no Zoo... Bem e o passeio de barco...mais uma vez não tinha mais tempo (que sacooooo e agoniaaaaa!) e a fila (mais uma vez também) estava enorme. Posso dizer que para mim até agora foi o que mais gostei! e para o Victor foi o CityTour.

Depois fomos pra um lugar um pouco distante do centro, porque combinamos com a Nathy de estarmos 18:00h em frente ao trabalho dela e seguirmos viagem para uma cidade chamada Colón. Vocês já imaginam a aventura de dois idosos que mal sabem andar em Brasília para andar por Argentina. Para andar por aqui não é difícil, cada quadra tem exatamente 100 metros então você sabe quanto vai andar, e o mapa ajuda muito, tem os números e nomes das ruas direitinho...o único problema é que sou péssima com mapas. E o Victor nem pega neles, deixando tudo pra eu fazer e decidir (eu quero é novidade...rs!). Andamos de metrô pela primeira vez (isso foi fácil) e depois pegamos um ônibus (muito difícil, não se sabe qual pegar e quando você sobe, tem que dizer o destino pro motorista para ele dizer qual valor da passagem e você colocar as moedas (só moedas) na máquina. Diziam que ela não devolvia o troco, mas comigo todas as vezes devolveu. Assim que descemos do ônibus, ao invés de descermos a rua nós subimos. Pronto, perdidos pela Argentina. Tivemos que voltar tuuuudo de novo e no meio do caminho tem mais uma história:

O Victor p... comigo porque eu tinha errado o caminho e tivemos que descer tudo o que haviamos subido (isso é o que acontece quando você tem que fazer tudo ¬¬) resultou em uma das nossas "brigas bem humoradas" que a gente leva a situação na esportiva e ri de tudo ao invés de discutirmos. O fato é que eu ficava jogando a chinela nele no meio da rua (mas não acertei nenhuma, droga =P) e ele pegou minha chinela e jogou na grama de uma casa que a gente achou que era só subir uma escada para pegá-la de volta, mas quando nos demos conta, tinha um portão ao invés da tal da escada. Era só pular o portão que era bem baixinho mas na calçada descia uma mulher que viu TODA a cena e quando vimos... a mulher era a dona da casa! O Victor saiu na frente rindo e eu morta de sem graça enfrentando a cara de bruxa do 71 da mulher, com raiva mesmo! Pensem! Pronto. Deixamos a nossa marca de "esses brasileiros são uns @#$%" na Argentina.

Para finalizar, quero deixar um comentário de gastos na Argentina. Fiz (ou fizemos sei lá) uma imagem que as coisas aqui estariam super baratas, que eu ia poder fazer tudo o que quisesse, gastar como nunca tive coragem de gastar (vocês sabem do meu controle do dinheiro, e é graças a isso que hoje estou aqui) mas confesso que a realidade não está sendo bem essa. Não compramos e nem vamos comprar os óculos, relógios e tênis bons que não só queríamos, mas que precisávamos (meus olhos cirurgiados, sessões de 50 minutos com pacientes e pernas respectivamente que o dizem, porque não sou de supérfluos mas de necessidades) porque estamos pagando a mesma coisa que no Brasil, senão talvez até mais caro! Um prato de comida aqui está por volta de 45 pesos (19 reais), e um "baso" (copo) de suco são 12 pesos, ou seja, na cotação de hoje 5 reais e 10 centavos! Gente, fala sério, quando que no Brasil pagamos 5 reais em um copo de suco? No Mangai do pontão e olhe lá! Ah! e aqui ele cobram cerca de 6 pesos por pessoa dos intrumentos de mesa (copo, garfo, toalha...) e não fale para eles que isso é a taxa de serviço (os 10% para nós brasileiros) que não é, eles ficam bravos! Concluindo, uma refeição (eu disse uma de no mínimo três que temos que fazer diariamente) sai por volta de 130 pesos para nós dois...

Isso quer dizer que sim, estamos na argentina mas fazendo igual no Brasil: Dividindo uma refeição pra dois. É, não tem jeito. Tem coisas que simplesmente não mudam independente do lugar. (risos!)

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