Tcham tcham tcham! Hoje era o dia de regresso a nossa terra brasileira, por nós agora mais admirada e querida. Como a música brasileira é boa, como a comida arroz com feijão é ótima, como as praias são perfeitas!
Acordamos sete horas da manhã, e fomos correndo para a Av. Avellaneda novamente, tentar comprar as roupas das lojas que ontem havia fechado. As roupas realmente eram baratas, mas a qualidade não era tão boa assim, mesmo assim valia a pena. Ainda mais eu, que não preciso do bom e do melhor para viver, para me vestir, para me calçar. E mesmo assim, consigo até me vestir bem benhê! (risos)
O Victor aproveitou para repor o estoque das camisetas que sempre esteve em falta e eu comprei uns cinco vestidos lindinhos para mim! Pegamos um táxi de volta para a casa da Nathy e torramos nossos últimos 18 pesos que restavam. Ficou faltando ainda seis pesos para o taxista, porque ele não sabia o caminho e deu umas voltas a mais, mas não pagamos porque não tinhamos mais! (risos)
Fomos para o aeroporto, e pronto, iria andar de avião pela terceira vez e quarta vez. Na ida o sentimento era só de expectativa e curiosidade, e como já tinha andado, confesso que na volta o sentimento foi um pouco de medo e muita ansiedade. Vai me entender...
Chegamos no aeroporto 10:45, e o vôo tava marcado para 11:50. Quando chegamos lá, a mulher pediu para apressarmos um pouco porque o encerramento do check in era exatamente aquela hora, 10:55. Não entendi nada! Será que o horário de 11:50 era de Brasília, por isso na verdade estávamos super atrasados? Até hoje não sei informar, porque a gente não precisou correr e entramos junto com todo mundo, até uns dos primeiros, e ficamos uns 35 minutos sentados no avião esperando para decolar...
Despedidas são tão tristes né? Acho que ainda não sei lidar muito bem com isso, considerando que não falei muito com a Nathy e o Pablo quando estávamos entrando e praticamente fugi logo dali, daquela situação...(risos). Queria inclusive pedir desculpas a eles por aqui também, porque não fui tão amigável na despedida...Acho que é assim que eu lido quando não sei lidar com alguma situação! (risos)
No avião foi um clima ótimo, de expectativa para a volta. Acho que o bom de viajar é isso, poder voltar. E voltar com um novo olhar, com uma nova experiência adquirida. O texto de Amyr Klink acho que retrata bem isso, e é assim que eu queria encerrar esse blog. Peço desculpas pelos milhares erros de português, por demorar tanto para postar, mas realmente foi tudo muito corrido, peço desculpas se alguém se sentiu ofendido em qualquer uma de minhas palavras, mas não foi minha intenção. Desculpa por escrever tanto e tanto, não ser muito objetiva é um dos meus defeitos.
Queria fazer uma reflexão, e é uma resposta que dou para todos que me perguntam: Como foi a viagem? Olha, eu fiz um monte de expectativas! Idealizei demais, sonhei do meu jeito uma Buenos Aires minha! Na minha imaginação, seria uma cidadezinha toda aconchegante, pequena, com um monte de lugarzinhos confortáveis para se curtir, sem estresse! E não! Era uma cidade grande, muito grande, com muitas pessoas, meios de transporte para tudo quanto é lado... E acho que além disso, teve o meu eu interior, que estava bem agitado! E com certeza isso contou mais que a própria cidade em si! Por isso a reflexão é: Não façamos expectativas! Deixe simplesmente acontecer, vamos "ser alunos e simplesmente ir ver...". Porque nada nunca é do jeito exato como imaginamos. Ainda bem! Pode ser melhor, muito melhor se não fosse as nossas expectativas e idealizações das coisas.
E por fim, acredite nos seus sonhos, naquilo que você almeja. Mas faça mais que isso: busque meios, planeje, tenha disciplina e por fim, concretize-os. Estarei torcendo por você, seja você quem for.
“Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar o calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser. Que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver.”
Amyr Klink
Dividir um pouco de si. Compartilhar. Expressar-se. Trazer para perto de si aquele que está longe. Talvez sejam esses os objetivos desse espaço, que procura relatar a vivência de 15 dias e noites fora do Brasil. Não espere grandes dicas, onde andar, o que fazer, quanto gastar nos locais em que irei passar... No entanto, quando se trata de experiências pessoais, de subjetividade...tudo isso aparece aqui e agora. Preparados para colocarem "os óculos" da Luísa?! Então vamos lá! Boa leitura!
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